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Perguntas frequentes

Respostas curtas às dúvidas mais comuns de famílias brasileiras que organizam patrimônio no Brasil, nos Estados Unidos e em Portugal. Cada resposta indica a página com o detalhe e as fontes oficiais. O conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso por profissional licenciado.

Conta no exterior

Como abrir, usar e declarar conta em banco, corretora ou instituição de pagamento nos EUA, em Portugal e na Espanha morando no Brasil.

Como abrir uma conta bancária nos EUA morando no Brasil?

Escolha um banco americano que aceite não residentes, reúna passaporte, comprovante de endereço no Brasil e informações sobre ocupação e origem dos recursos e faça o pedido pelo canal que ele aceita, remoto ou presencial. A regra federal não exige morar nos EUA: o banco coleta nome, data de nascimento, endereço e um número de identificação, que pode ser o do passaporte. A aprovação é decisão do banco, e o depósito tem seguro do FDIC até US$ 250 mil por banco e categoria.12

Saiba mais: Conta nos EUA 

Como abrir conta bancária em Portugal?

Peça o NIF, escolha um banco que aceite clientes não residentes e envie os documentos pelo canal dele; alguns abrem a conta à distância, outros exigem ida a uma agência. Pela Lei 83/2017, o banco recolhe documento de identificação com foto, número fiscal, profissão e morada. Qualquer pessoa, residente ou não em Portugal, pode pedir o NIF. Do lado brasileiro, a remessa para conta própria paga IOF de 3,5%, alíquota a confirmar com a instituição de câmbio.3456

Saiba mais: Conta em Portugal 

Como abrir conta na Espanha?

Escolha um banco espanhol que aceite não residentes e apresente passaporte e documentos de endereço e da origem dos recursos. A norma espanhola de prevenção à lavagem aceita o passaporte como identificação de estrangeiro, mas o banco pode pedir o NIE ou o certificado de não residente. Quem tem interesses econômicos na Espanha pode pedir o NIE pelo consulado espanhol no Brasil. A conta entra no IRPF de quem é residente fiscal no Brasil e está obrigado à declaração.789

Saiba mais: Conta na Espanha sem NIE 

Posso abrir conta no exterior?

Sim. Quem mora no Brasil pode ter conta em banco, corretora ou instituição de pagamento fora do país, em nome próprio ou da empresa, desde que a instituição aceite o cliente e os recursos tenham origem documentada. A remessa sai por banco autorizado a operar câmbio no Brasil, com IOF de 3,5% quando vai para conta própria. Se você está obrigado ao IRPF, a conta entra em bens e direitos, e a partir de US$ 1 milhão no exterior há a declaração CBE ao Banco Central.56910

Saiba mais: Conta no exterior 

Abrir conta no exterior vale a pena?

Vale quando há uso concreto: reserva em outra moeda, investimento, imóvel, estudo, empresa ou mudança de país. Para quem só viaja, um cartão ou conta multimoeda pode bastar. O custo real está no IOF da remessa, de 3,5% para conta própria, no spread de câmbio e nas tarifas de cada instituição, além da rotina de declarar a conta no Brasil. Compare também a proteção do saldo: em banco americano, o FDIC cobre até US$ 250 mil por banco e categoria.562

Saiba mais: Conta no exterior 

O que precisa para abrir conta no exterior?

Em geral, passaporte válido, comprovante de endereço, informações sobre profissão e renda e documentos da origem dos recursos; algumas instituições pedem também número fiscal. Nos EUA, a regra federal manda o banco coletar nome, data de nascimento, endereço e um número de identificação, que pode ser o do passaporte. Em Portugal, a Lei 83/2017 inclui foto, número fiscal, profissão e morada. Cada instituição tem política própria e decide se aprova a conta.13

Saiba mais: Conta no exterior 

O que é conta internacional?

Conta internacional é a conta mantida em instituição fora do Brasil, em moeda estrangeira, em nome da pessoa física ou da empresa. Pode estar em banco, em corretora ou em instituição de pagamento, e cada tipo tem regras próprias de proteção e de tributação. Em banco americano, o depósito tem seguro do FDIC até US$ 250 mil por banco e categoria; em corretora, a SIPC cobre até US$ 500 mil se ela quebrar, mas não a queda de preço dos ativos.211

Saiba mais: Conta no exterior 

Qual conta internacional é melhor?

Não existe uma conta melhor para todos: serve a que atende ao seu objetivo com o menor custo total, e a Sofe não faz ranking de instituições. Compare a proteção do saldo (FDIC em banco americano, SIPC em corretora), o IOF da remessa, o spread de câmbio, as tarifas, a facilidade de declarar no Brasil e o efeito na sucessão. Para guardar saldo pesa o seguro do depósito; para investir, a proteção da corretora; para viajar, câmbio e tarifas.211

Saiba mais: Como comparar contas internacionais 

Conta no exterior pode sofrer bloqueio judicial?

Pode. Conta no exterior não é imune a decisões judiciais: a Justiça brasileira pode pedir o bloqueio por cooperação jurídica internacional, e a Justiça do país da conta pode agir pelas próprias regras. O caminho e o tempo variam conforme o país e o tipo de processo. Por isso, a conta no exterior não deve ser vista como blindagem patrimonial, e estruturas usadas para fraudar credores podem ser desfeitas. O caso concreto deve ser analisado com advogado habilitado em cada país.

Saiba mais: Conta no exterior 

É possível abrir conta americana no Brasil?

Sim, estando no Brasil: a conta fica em instituição nos EUA, mas o pedido pode ser feito à distância quando o banco ou a corretora aceita abertura remota de não residentes; outros exigem presença. A regra federal americana não exige residência nos EUA e admite o passaporte como identificação de estrangeiro. O dinheiro sai por banco autorizado a operar câmbio no Brasil, com IOF de 3,5% para conta própria, alíquota a confirmar com a instituição de câmbio.156

Saiba mais: Conta nos EUA 

Vale a pena abrir conta nos EUA?

Vale quando há uso concreto em dólar: reserva, investimento, compra de imóvel ou despesas recorrentes nos EUA. Para quem só viaja, um cartão ou conta multimoeda pode bastar. Pese o IOF de 3,5% na remessa para conta própria, o spread e as tarifas, e lembre que o FDIC protege depósitos até US$ 250 mil por banco e categoria, mas não ações nem fundos. Depósito em banco americano sem vínculo com negócio nos EUA fica, em regra, fora do estate tax.56212

Saiba mais: Conta nos EUA 

Posso abrir conta em Portugal morando no Brasil?

Sim, se o banco aceitar clientes não residentes. A Lei 83/2017 manda o banco recolher foto, documento de identificação, número fiscal (o NIF ou, sem ele, o equivalente estrangeiro), profissão e morada; cada banco decide se exige o NIF português e se abre a conta à distância. Qualquer pessoa, residente ou não em Portugal, pode pedir o NIF. A conta não dá, por si só, direito a visto ou residência em Portugal.34

Saiba mais: Conta em Portugal 

O que precisa para abrir conta em Portugal?

Na prática, passaporte, NIF, comprovante de morada e comprovante de profissão ou rendimentos. Pela Lei 83/2017, o banco recolhe foto, nome, assinatura, data de nascimento, nacionalidade, naturalidade, dados do documento de identificação, número fiscal, profissão e entidade patronal e morada de residência e fiscal. A lei aceita o número fiscal estrangeiro quando não há NIF, mas cada banco decide se exige o português, que qualquer pessoa pode pedir à Autoridade Tributária.34

Saiba mais: Conta em Portugal 

Qual banco abrir conta em Portugal para brasileiros?

Não há um banco certo para todo brasileiro, e a Sofe não indica banco. Compare se o banco aceita não residentes, se abre a conta à distância, as comissões de manutenção e de transferência do preçário e se há canal de atendimento para quem mora no Brasil. Todos seguem a Lei 83/2017 nos documentos que recolhem, e o NIF português costuma ser o primeiro passo, porque também serve para comprar imóvel e pagar impostos.34

Saiba mais: Como escolher banco em Portugal 

Como abrir conta na Espanha sem NIE?

Procure um banco que abra conta de não residente só com passaporte, que a norma espanhola de prevenção à lavagem aceita como identificação de estrangeiro, e confirme por escrito, antes, se ele vai pedir NIE ou certificado de não residente. O NIE não é, por si só, requisito legal para a conta. Se for exigido, quem tem interesses econômicos na Espanha pode pedi-lo pelo consulado espanhol no Brasil, informando o motivo do pedido.78

Saiba mais: Conta na Espanha sem NIE 

Posso movimentar minha conta no exterior?

Sim. O titular movimenta a conta pelos canais da instituição, inclusive estando no Brasil, e envia ou traz recursos por banco autorizado a operar câmbio, com a natureza correta da operação para o IOF. O que muda é a rotina no Brasil: a conta vai para bens e direitos do IRPF, juros de depósito remunerado pagam 15% no ajuste anual e, se os ativos no exterior somarem US$ 1 milhão ou mais em 31 de dezembro, há a declaração CBE ao Banco Central.51310

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Impostos, declaração e Lei 14.754

O que o residente no Brasil declara e paga sobre contas, investimentos, heranças e trusts no exterior desde a Lei 14.754/2023.

Preciso declarar investimento no exterior?

Sim, se você é residente fiscal no Brasil e se enquadra em alguma hipótese de obrigatoriedade do IRPF; ter rendimentos de aplicações no exterior, ou querer compensar prejuízos delas, já obriga à declaração, assim como ter bens acima de R$ 800 mil. Os rendimentos pagam 15% no ajuste anual pela Lei 14.754/2023. Se os ativos no exterior somarem US$ 1 milhão ou mais em 31 de dezembro, há também a declaração CBE ao Banco Central, de 15 de fevereiro a 5 de abril.91310

Saiba mais: Declarar bens no exterior 

Precisa declarar conta no exterior?

Sim, se você é residente fiscal no Brasil e está obrigado ao IRPF: a conta vai em bens e direitos, com o saldo em 31 de dezembro, mesmo sem rendimento. A variação cambial de saldo não remunerado em instituição autorizada no país onde está a conta não é tributada; juros de depósito remunerado pagam 15% no ajuste anual. Ao Banco Central, a declaração CBE é anual quando os ativos no exterior somam US$ 1 milhão ou mais em 31 de dezembro.91310

Saiba mais: Declarar bens no exterior 

Como declarar conta bancária no exterior?

Informe a conta em bens e direitos do IRPF, com o saldo em 31 de dezembro convertido em reais pelas regras da Receita. Se a conta for remunerada, os juros vão para a ficha de aplicações no exterior, com 15% no ajuste anual pela Lei 14.754/2023; a variação cambial de saldo não remunerado não é tributada. Perdas de aplicações só podem ser compensadas se declaradas. A partir de US$ 1 milhão no exterior em 31 de dezembro, entregue também a CBE ao Banco Central.1310

Saiba mais: Declarar bens no exterior 

Quem tem conta no exterior precisa declarar imposto de renda?

Depende: ter conta no exterior não obriga, sozinho, a entregar o IRPF, porque a obrigação vem das hipóteses da Receita, como bens acima de R$ 800 mil, rendimentos de aplicações no exterior ou titularidade de trust. Quem está obrigado declara a conta em bens e direitos, mesmo com saldo pequeno. Juros de depósito remunerado contam como rendimento de aplicação no exterior e pagam 15% no ajuste anual pela Lei 14.754/2023. Confira as hipóteses com contador habilitado.913

Saiba mais: Declarar bens no exterior 

Como declarar investimento no exterior no imposto de renda?

Declare cada aplicação em bens e direitos do IRPF e os rendimentos efetivamente recebidos (juros, resgates, vendas, vencimentos) na ficha de aplicações no exterior, onde pagam 15% no ajuste anual, sem deduções, pela Lei 14.754/2023. Perdas do ano entram na mesma apuração para compensar rendimentos do período e dos seguintes. Imposto pago fora só é dedutível havendo acordo ou reciprocidade, até o limite do imposto brasileiro. Classificação e conversão em reais devem ser feitas com contador habilitado.13

Saiba mais: Declarar bens no exterior 

O que é a Lei 14.754?

A Lei 14.754/2023 é a lei federal de 12 de dezembro de 2023 que mudou a tributação das pessoas físicas residentes no Brasil com patrimônio fora. Desde 1º de janeiro de 2024, rendimentos de aplicações no exterior e lucros de certas entidades controladas pagam 15% no ajuste anual, os bens de trust são tratados como do instituidor e as perdas podem ser compensadas. Ela também mudou regras de fundos de investimento no Brasil.13

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

O que é a lei das offshores no Brasil?

Lei das offshores é o nome popular da Lei 14.754/2023. Desde 2024, o lucro de empresas no exterior controladas por residentes no Brasil é tributado a 15% em 31 de dezembro de cada ano, mesmo sem distribuição, quando a empresa está em paraíso fiscal ou regime privilegiado ou tem menos de 60% de renda ativa própria. A lei permite optar pela transparência, declarando os bens da empresa como se fossem diretos, de forma irrevogável.13

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

Qual o imposto sobre ganhos no exterior?

Para o residente no Brasil, rendimentos e ganhos de aplicações financeiras no exterior pagam 15% no ajuste anual, sem deduções, pela Lei 14.754/2023, quando efetivamente recebidos. O mesmo vale para lucros de controladas no regime da lei. Imóveis e outros bens não financeiros seguem as regras de ganho de capital. O país de origem também pode reter imposto: nos EUA, dividendos pagos a estrangeiro têm retenção geral de 30%, salvo regra específica.1314

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

Imposto pago no exterior: como declarar?

Informe o imposto pago fora na ficha de rendimentos do exterior do IRPF, junto com o rendimento que o gerou. Pela Lei 14.754/2023, ele só é dedutível do imposto brasileiro se houver acordo para evitar a dupla tributação ou reciprocidade com o país de origem, e até o limite do imposto devido no Brasil sobre aquele rendimento. Guarde os comprovantes da retenção e confirme o enquadramento com contador habilitado antes de entregar a declaração.13

Saiba mais: Declarar bens no exterior 

Como compensar imposto pago no exterior?

Deduzindo-o do imposto brasileiro sobre o mesmo rendimento, quando a lei permite. Pela Lei 14.754/2023, a dedução exige acordo para evitar a dupla tributação ou reciprocidade com o país de origem e fica limitada ao imposto devido no Brasil. Com Portugal há convenção (Decreto 4.012/2001); com os EUA não há tratado de imposto de renda, e a dedução depende de reciprocidade, a confirmar com contador. A retenção americana sobre dividendos é, em regra, de 30%.13151614

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

O que é perdas a compensar na Lei 14.754?

É a regra do art. 9º da Lei 14.754/2023 que permite abater perdas de aplicações no exterior dos rendimentos dessas aplicações no mesmo ano e nos seguintes; o excesso pode abater lucros de controladas no mesmo período. A compensação vale uma única vez e só existe se a perda for declarada no IRPF. Por isso, quem teve prejuízo fora deve declará-lo mesmo sem imposto a pagar no ano.13

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

Como declarar herança recebida no exterior?

O herdeiro residente no Brasil informa no IRPF os bens recebidos em bens e direitos, com valor e origem, e o recebimento na ficha indicada pela Receita. Se a herança vier de trust, a Lei 14.754/2023 trata a passagem ao beneficiário como herança no óbito do instituidor. Pode haver imposto no país dos bens, como o estate tax americano, declarado quando os bens nos EUA passam de US$ 60 mil, e o ITCMD brasileiro segue regras próprias. Faça com contador e advogado habilitados.131718

Saiba mais: Declarar bens no exterior 

O que é trust?

Trust é um contrato regido por lei estrangeira em que o instituidor entrega bens a um administrador, o trustee, para que ele os mantenha e administre em favor dos beneficiários, conforme a escritura do trust. Pela Lei 14.754/2023, para o imposto de renda brasileiro os bens continuam do instituidor até a distribuição ou a morte dele, e essa passagem ao beneficiário é tratada como doação ou herança.13

Saiba mais: Trust e a Lei 14.754 

Trust: como funciona?

O instituidor transfere bens ao trustee, que os administra conforme a escritura do trust e, se houver, a carta de desejos, e distribui bens ou rendimentos aos beneficiários. Para o residente no Brasil, a Lei 14.754/2023 trata os bens como do instituidor até a distribuição ou o óbito; os rendimentos seguem as regras do titular, como os 15% sobre aplicações no exterior. Ter trust obriga à entrega do IRPF. A estrutura é montada com advogados licenciados.139

Saiba mais: Trust e a Lei 14.754 

O que é trustee?

Trustee é a pessoa física ou jurídica que recebe os bens do trust e tem dever fiduciário sobre eles: mantém, administra e distribui o patrimônio conforme a escritura do trust e, se houver, a carta de desejos do instituidor. A Lei 14.754/2023 usa essa definição ao tratar de trusts de residentes no Brasil. O trustee é contratado diretamente pela família, e a escolha da jurisdição e do profissional deve ser feita com advogado.13

Saiba mais: Trust e a Lei 14.754 

Saída fiscal e não residente

Quem precisa formalizar a saída do Brasil na Receita Federal, quando fazer e como passa a ser tributada a renda que fica no país.

O que é saída fiscal?

Saída fiscal é a formalização, perante a Receita Federal, de que você deixou de ser residente fiscal no Brasil. São duas peças: a Comunicação de Saída Definitiva do País, até o último dia de fevereiro do ano seguinte, e a Declaração de Saída Definitiva, no prazo do IRPF. Depois dela, a renda do exterior deixa de ser tributada no Brasil, e a renda brasileira passa a ter retenção na fonte.1920

Saiba mais: Saída fiscal 

Quem precisa fazer saída fiscal do Brasil?

Precisa fazer saída fiscal quem deixa o Brasil em caráter definitivo e quem saiu em caráter temporário e completou 12 meses consecutivos de ausência, passando a não residente. A Comunicação de Saída Definitiva vai da data da saída, ou da data em que virou não residente, até o último dia de fevereiro do ano seguinte, e a Declaração de Saída é entregue no prazo do IRPF. Quem só passa temporadas fora e mantém residência no Brasil não faz.19

Saiba mais: Saída fiscal 

Saída fiscal do Brasil: como fazer?

Em duas etapas na Receita Federal: a Comunicação de Saída Definitiva do País, serviço gratuito, até o último dia de fevereiro do ano seguinte, e a Declaração de Saída Definitiva, no prazo do IRPF, com o imposto em quota única. Antes, mapeie renda e patrimônio no Brasil; depois, avise bancos, inquilinos e previdência, que passam a reter imposto como não residente. O planejamento é feito com contador habilitado.19

Saiba mais: Saída fiscal 

Quando fazer saída fiscal?

A comunicação é feita a partir da data da saída definitiva, ou da data em que quem saiu em caráter temporário completa 12 meses consecutivos fora, até o último dia de fevereiro do ano seguinte. A Declaração de Saída Definitiva é entregue no ano seguinte, no prazo do IRPF. Vale planejar antes o momento da mudança, porque ele define a partir de quando a renda do exterior deixa de ser tributada no Brasil.19

Saiba mais: Saída fiscal 

Saída fiscal vale a pena?

Não é uma escolha: se você deixou de ser residente no Brasil, a Receita trata a comunicação de saída como obrigatória. O que se planeja é o momento da mudança e a organização da renda e do patrimônio. Depois da saída, a renda do exterior deixa de ser tributada no Brasil, mas a renda daqui tem retenção na fonte, como 15% sobre aluguel sem tratado, 25% sobre previdência complementar e 10% sobre dividendos.192021

Saiba mais: Saída fiscal 

Posso fazer saída fiscal retroativa?

Sim, é possível regularizar a comunicação fora do prazo. Quem passou à condição de não residente há mais de 6 anos e não comunicou a saída deve enviar à Receita, pelo e-mail indicado na página oficial do serviço, documento com foto, selfie com o documento e declaração da data em que deixou o Brasil. Em qualquer caso, a comunicação não dispensa a Declaração de Saída Definitiva, as declarações de anos anteriores nem o imposto devido. Faça o ajuste com contador habilitado.19

Saiba mais: Saída fiscal 

Quem deu saída fiscal pode investir no Brasil?

Sim. Quem fez saída fiscal pode manter e fazer investimentos no Brasil. Em aplicações financeiras comuns, o não residente segue em regra as mesmas normas do residente; quem investe pelas regras do Conselho Monetário Nacional tem alíquotas próprias. Dividendos de empresa brasileira pagos a não residente têm retenção de 10% na fonte desde 2026, e a venda de bens no Brasil paga ganho de capital de 15% a 22,5%. Avise o banco da mudança de residência.2021

Saiba mais: Saída fiscal 

Quem faz saída fiscal pode ter conta no Brasil?

Sim. A saída fiscal não obriga a fechar contas no Brasil: avise o banco da mudança de residência para que ele passe a reter imposto como não residente. Aplicações financeiras comuns seguem, em regra, as mesmas normas do residente, e dividendos de empresa brasileira pagos a não residente têm retenção de 10% na fonte desde 2026. O banco pode pedir atualização cadastral, e o tipo de conta de quem mora fora deve ser confirmado com ele.2021

Saiba mais: Saída fiscal 

Posso dar saída fiscal e continuar morando no Brasil?

Não. A saída fiscal formaliza uma mudança real de residência, e quem continua morando no Brasil segue residente fiscal, sem poder fazê-la só no papel. A Receita considera que o não residente volta a ser residente na data em que chega ao país com intenção de morar aqui, ou quando fica mais de 183 dias, consecutivos ou não, dentro de 12 meses. Passar temporadas fora mantendo a residência no Brasil também não basta.19

Saiba mais: Saída fiscal 

Não residente fiscal precisa declarar imposto de renda?

Em regra, não entrega a declaração anual de residente: depois da Declaração de Saída Definitiva, a renda do exterior deixa de ser tributada no Brasil e a renda brasileira é tributada na fonte. São retidos, por exemplo, 15% sobre aluguel sem tratado, 25% sobre previdência complementar, 10% sobre dividendos e tabela progressiva sobre aposentadoria e pensão. A venda de bens no Brasil paga ganho de capital. O ano da saída continua com declaração própria.192021

Saiba mais: Saída fiscal 

O que é conta de domiciliado no exterior?

Conta de domiciliado no exterior, chamada CDE, é a conta em reais mantida num banco no Brasil por pessoa física ou jurídica que mora ou tem sede fora do país. É comum para quem fez saída fiscal e continua recebendo aluguel, dividendos ou outras rendas no Brasil. A conta segue a regulação cambial do Banco Central e a política de cada banco, e o imposto sobre a renda brasileira é retido na fonte conforme o tipo de rendimento.20

Saiba mais: Saída fiscal com patrimônio no Brasil 

Impostos internacionais

Residência fiscal, bitributação entre Brasil e EUA, offshores na Lei 14.754/2023 e as retenções americanas que mais aparecem para quem tem patrimônio fora.

O que é residência fiscal?

Residência fiscal é o vínculo que define em qual país a pessoa é tributada sobre a renda do mundo inteiro. Quem é residente fiscal no Brasil declara e tributa aqui a renda de qualquer origem; quem deixa de ser residente passa a pagar no Brasil só sobre a renda de fonte brasileira, em regra retida na fonte. Ela não depende da nacionalidade, e sim de onde e por quanto tempo a pessoa vive.1920

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

Quem é residente fiscal no Brasil?

Em regra, quem mora no Brasil em caráter permanente. O estrangeiro com visto temporário, em geral, passa a ser residente ao completar 184 dias no país, consecutivos ou não, em até 12 meses, e o brasileiro que volta para morar de vez é residente desde a data da chegada. Quem sai em caráter temporário continua residente nos primeiros 12 meses consecutivos de ausência. Quem sai de vez deixa de ser residente na data da saída, se entregar a comunicação de saída definitiva à Receita.1920

Saiba mais: Saída fiscal 

O que é residência fiscal no exterior?

É a condição de quem passa a ser tributado como residente em outro país, pelas regras de lá, em geral por morar ali de forma habitual. Para o Brasil, o marco é a saída fiscal: sem a comunicação de saída definitiva, a pessoa continua residente aqui nos primeiros 12 meses de ausência e é tributada sobre a renda mundial nesse período. Cada país tem seus próprios critérios.1920

Saiba mais: Saída fiscal 

Posso ter residência fiscal em dois países?

Pode acontecer, porque cada país aplica as próprias regras de residência. Quando há tratado para evitar a dupla tributação, como entre Brasil e Portugal, ele traz critérios de desempate, como habitação permanente e centro de interesses vitais. Entre Brasil e EUA não há tratado de imposto de renda, então a dupla residência precisa ser resolvida pelas leis internas e pela compensação do imposto, quando ela é permitida.151613

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

Como transferir a residência fiscal para outro país?

Mudando de fato a vida para o outro país e formalizando a saída no Brasil. Aqui, isso exige a Comunicação de Saída Definitiva do País e a Declaração de Saída Definitiva à Receita; lá, o registro como residente fiscal pelas regras locais. Trocar só o endereço, sem mudar de verdade, não basta, e o brasileiro que volta para morar de vez no Brasil torna a ser residente na data da chegada.1920

Saiba mais: Saída fiscal 

O que é certificado de residência fiscal?

É o documento emitido pela autoridade tributária de um país atestando que a pessoa ou a empresa é residente fiscal lá. Ele serve, por exemplo, para aplicar um tratado contra a dupla tributação, reduzir retenções na fonte ou provar a mudança de residência a bancos e a outro fisco. Cada país emite o seu pelas próprias regras, e o documento aceito para aplicar um tratado deve ser confirmado com contador.

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

O que é bitributação?

Bitributação, ou dupla tributação internacional, é quando dois países cobram imposto sobre a mesma renda da mesma pessoa, por exemplo o país onde o rendimento nasce e o país onde o dono é residente. Ela é evitada por tratados entre os países ou por regras internas que permitem descontar o imposto pago fora. O Brasil tem tratado com Portugal, mas não com os EUA.1516

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

Existe acordo de bitributação entre Brasil e EUA?

Não. O Brasil não está na lista de tratados de imposto de renda dos EUA publicada pelo IRS, nem na de tratados de estate tax. Para o residente no Brasil, a Lei 14.754/2023 só permite deduzir o imposto pago nos EUA sobre aplicações no exterior havendo acordo ou reciprocidade, e até o limite do imposto brasileiro; o enquadramento na reciprocidade deve ser confirmado com contador.162213

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

Como evitar a bitributação entre Brasil e EUA?

Sem tratado, o caminho é a compensação prevista na lei brasileira e o planejamento da forma de investir. Pela Lei 14.754/2023, o imposto pago nos EUA pode ser deduzido do brasileiro quando há reciprocidade, até o limite do imposto devido aqui. A escolha entre ativos americanos e estrangeiros, a retenção de 30% sobre dividendos e o estate tax entram na conta. Faça com contador nos dois países.131416

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

Qual o imposto sobre dividendos nos EUA?

Para o brasileiro não residente nos EUA, a retenção na fonte sobre dividendos de ações americanas é, em regra, de 30%, porque não há tratado de imposto de renda com o Brasil. Para o residente no Brasil, o dividendo recebido entra na apuração anual de aplicações no exterior, com 15% pela Lei 14.754/2023, e o imposto americano só é deduzido havendo reciprocidade, até o limite do imposto brasileiro.141613

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

O que é planejamento tributário internacional?

É a organização lícita de investimentos, empresas, imóveis e residência entre países para pagar o imposto devido sem pagar duas vezes e sem surpresas. Inclui escolher onde e como deter cada ativo, aplicar tratados, prever a sucessão e cumprir as declarações de cada país, como IRPF e CBE no Brasil. Não se confunde com sonegação, que é esconder renda ou bens do fisco.1310

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

Como funciona o planejamento tributário internacional?

Começa pelo mapa da família: residência fiscal de cada pessoa, renda, bens e empresas em cada país. Depois compara alternativas, como deter ativos direto ou por empresa, aplicar ou não a transparência da Lei 14.754/2023, a exposição ao estate tax e o efeito de uma saída fiscal, e escolhe a combinação com profissionais licenciados em cada país. Por fim, define o calendário de declarações.131719

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

Offshore paga imposto?

Depende do enquadramento. A offshore controlada por residente no Brasil tem o lucro tributado a 15% em 31 de dezembro de cada ano, mesmo sem distribuição, quando está em país de tributação favorecida, tem regime fiscal privilegiado ou apura renda ativa própria inferior a 60% da renda total. Fora dessas hipóteses, o lucro só é tributado quando é efetivamente disponibilizado à pessoa física.13

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

Qual a alíquota da lei das offshores?

A alíquota é de 15%, aplicada na declaração anual de ajuste, sem deduções, pela Lei 14.754/2023. Ela vale para rendimentos de aplicações financeiras no exterior e para lucros de entidades controladas no exterior, seja em 31 de dezembro, nas controladas que entram no regime anual, seja na distribuição, nas demais. Perdas de aplicações declaradas podem ser compensadas dentro das regras da lei.13

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

O que é renda ativa na Lei 14.754?

Renda ativa própria é a receita que a empresa controlada no exterior obtém explorando atividade econômica própria. A Lei 14.754/2023 exclui dela royalties, juros, dividendos, participações societárias, aluguéis, aplicações financeiras, intermediação financeira e, em regra, ganhos de capital. Se a renda ativa própria for inferior a 60% da renda total, o lucro da controlada é tributado todo ano em 31 de dezembro.13

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

Como declarar offshore no imposto de renda?

A participação na offshore vai para bens e direitos do IRPF. Se a empresa entra no regime anual da Lei 14.754/2023, o lucro do ano é informado e tributado a 15% em 31 de dezembro; se não entra, o lucro só é tributado quando distribuído. Quem optou pela transparência declara os bens da empresa como diretos. Acima de US$ 1 milhão no exterior, há também a CBE ao Banco Central.1310

Saiba mais: Lei 14.754/2023 

O que é W-8BEN?

O W-8BEN é o formulário do IRS que a pessoa física estrangeira entrega à corretora, ao banco ou a outro pagador americano para comprovar que não é residente nos EUA para fins fiscais. Ele não vai ao IRS: fica com quem paga a renda e define a retenção na fonte. Para brasileiros, sem tratado, a retenção sobre dividendos costuma ser a regra geral de 30%.231416

Saiba mais: Estruturação internacional de impostos 

O que é FIRPTA?

FIRPTA é a lei americana de 1980 que tributa estrangeiros na venda de imóveis nos EUA. Na prática, quando um estrangeiro vende imóvel americano, o comprador em regra retém 15% do valor da venda e repassa ao IRS, como antecipação do imposto. Depois, o vendedor declara o ganho real e pode recuperar o que foi retido a mais. Há regras especiais para empresas estrangeiras.24

Saiba mais: Imóveis nos EUA 

Quem mora no exterior paga imposto no Brasil?

Paga só sobre a renda de fonte brasileira, se tiver feito a saída fiscal. O não residente não entrega a declaração anual de residente: a renda daqui é tributada na fonte, como 15% sobre aluguel sem tratado, 25% sobre previdência complementar e 10% sobre dividendos, e a venda de bens no Brasil paga ganho de capital. Sem a comunicação de saída definitiva, a pessoa segue residente nos primeiros 12 meses de ausência.192021

Saiba mais: Saída fiscal 

Holding, sucessão e estate tax

Holding familiar, holding internacional, offshore, trust e o imposto americano sobre herança (estate tax): o que cada estrutura resolve e o que não resolve.

Holding familiar: como funciona?

A família transfere bens, como imóveis, participações e investimentos, para uma empresa, em geral uma limitada, e passa a deter quotas dela. O contrato social define quem administra, como as quotas podem ser vendidas ou doadas e o que acontece na sucessão; os rendimentos são da empresa e chegam aos sócios como lucros. Não é isenta: pode haver ITBI se a atividade for imobiliária, ITCMD na sucessão e retenção de 10% quando os dividendos da mesma empresa passam de R$ 50 mil no mês.1821

Saiba mais: Holding familiar 

O que é holding familiar?

Holding familiar é uma empresa, em geral limitada, cujo patrimônio são bens da família, como imóveis, participações e investimentos, e cujos sócios são os membros da família. Serve para organizar gestão e sucessão com regras escritas no contrato social. Não é blindagem contra credores nem garante economia de imposto. Fora microempresas e empresas de pequeno porte, os atos constitutivos só são registrados com visto de advogado, e a rotina fiscal fica com contador habilitado.2526

Saiba mais: Holding familiar 

Holding familiar vale a pena?

Depende: pode valer quando há patrimônio relevante, vários herdeiros ou empresa familiar a organizar, e não vale quando o custo de abrir e manter a empresa supera o benefício ou quando o objetivo é fugir de credores. O custo soma honorário de advogado, registro, eventuais impostos de transmissão e contabilidade mensal. Desde 2026, quando os dividendos da mesma empresa passam de R$ 50 mil no mês, há retenção de 10% sobre o total. Compare com testamento e doação planejada.21

Saiba mais: Holding familiar: custos e quando compensa 

Quando fazer holding familiar?

Quando a família tem bens suficientes para justificar o custo fixo de uma empresa e quer regras claras de gestão e sucessão, como no caso de vários imóveis, participações em empresas ou muitos herdeiros. O melhor momento é antes de uma sucessão, de uma mudança de país ou de uma aquisição relevante, e depois de comparar a holding com doação com reserva de usufruto, testamento ou manter tudo como está, com advogado e contador habilitados.

Saiba mais: Holding familiar 

Qual imposto da holding familiar?

Depende do regime tributário escolhido e dos bens. Na entrada de imóveis como capital, o ITBI em regra não incide, salvo quando a atividade preponderante é compra e venda ou locação de imóveis; na sucessão ou doação de quotas, incide ITCMD, progressivo pelo valor. Os rendimentos são tributados na empresa, e desde 2026, quando os dividendos à mesma pessoa passam de R$ 50 mil no mês, há retenção de 10% sobre o total. O regime é definido com contador habilitado.1821

Saiba mais: Holding familiar 

Holding familiar precisa de inventário?

Pode precisar: a holding evita a partilha bem a bem, mas as quotas que o fundador ainda tiver na data do óbito entram no inventário. Quando as quotas são doadas em vida, em geral com reserva de usufruto, a transmissão ocorre na doação, com ITCMD. A holding organiza a sucessão e pode facilitar a transição, mas não elimina sozinha todos os procedimentos. O desenho depende dos bens, dos herdeiros e do estado e é feito com advogado.18

Saiba mais: Holding familiar 

Holding familiar pode excluir herdeiros?

Não. A holding não pode ser usada para tirar dos herdeiros necessários a parte que a lei civil lhes reserva, a chamada legítima. O contrato social e as doações de quotas podem organizar quem administra e como o patrimônio é dividido dentro desses limites, mas doações que ultrapassem a parte disponível podem ser contestadas depois. Qualquer desenho de sucessão deve ser feito com advogado habilitado, que avalia os herdeiros e os bens da família.

Saiba mais: Holding familiar 

O que é melhor: holding familiar ou testamento?

Nenhum dos dois é melhor em todos os casos: eles resolvem problemas diferentes e muitas vezes se combinam. A holding organiza a gestão dos bens em vida e a sucessão das quotas, com custo fixo de contabilidade; o testamento distribui a parte disponível do patrimônio e convive com o inventário, sem custo de manutenção. Para patrimônio pequeno ou simples, testamento ou doação planejada podem bastar. A comparação deve ser feita com advogado e contador.

Saiba mais: Holding familiar 

O que é holding internacional?

Holding internacional é uma empresa constituída fora do Brasil para concentrar investimentos, imóveis ou participações de uma família. Se for controlada por residente no Brasil, ela segue as regras de entidades controladas da Lei 14.754/2023: o lucro é tributado a 15% em 31 de dezembro quando a empresa está em paraíso fiscal ou tem menos de 60% de renda ativa própria, mesmo sem distribuição. A participação no exterior também entra na CBE ao Banco Central.1310

Saiba mais: Holding internacional 

Como funciona uma holding internacional?

A família transfere ativos para uma empresa no exterior e passa a deter participação nela, declarada no IRPF e, quando couber, na CBE ao Banco Central. Pela Lei 14.754/2023, se a holding for controlada em paraíso fiscal ou tiver menos de 60% de renda ativa própria, o lucro paga 15% em 31 de dezembro de cada ano; também é possível optar, de forma irrevogável, pela transparência. A estrutura é montada com profissionais licenciados em cada jurisdição.1310

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Offshore: o que é?

Offshore é o nome comum para a empresa constituída fora do país de residência do dono, muitas vezes em jurisdição de baixa tributação, para deter investimentos ou participações. Ter offshore não é ilegal; ilegal é não declarar. Para residentes no Brasil, a Lei 14.754/2023 tributa a 15%, em 31 de dezembro, o lucro de controladas em paraíso fiscal ou com menos de 60% de renda ativa própria, e a participação entra no IRPF e, quando couber, na CBE.1310

Saiba mais: Holding internacional 

Vale a pena ter offshore?

Depende do objetivo, e o motivo fiscal precisa ser revisto caso a caso. Depois da Lei 14.754/2023, o diferimento do imposto acabou para controladas em paraíso fiscal, regime privilegiado ou com menos de 60% de renda ativa própria. A estrutura ainda pode servir à sucessão, à governança e à exposição ao estate tax americano, mas tem custo de manutenção e não é blindagem contra credores. Avalie com advogado tributarista e contador habilitados.1312

Saiba mais: Holding internacional 

O que é estate tax?

Estate tax é o imposto federal dos EUA sobre a transmissão de bens por morte. Para o brasileiro não residente, ele alcança só bens situados nos EUA, como imóveis e ações de empresas americanas, e exige declaração (Form 706-NA) quando esses bens passam de US$ 60 mil na data do óbito. O crédito do não residente é de US$ 13 mil, as alíquotas chegam a 40% e o Brasil não tem tratado de estate tax com os EUA.17122722

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

O que é estate tax no Brasil?

O Brasil não tem estate tax; o imposto brasileiro sobre herança e doação é o ITCMD, estadual e progressivo pelo valor do quinhão, do legado ou da doação. O estate tax é americano e pode alcançar o brasileiro não residente que tem bens situados nos EUA: acima de US$ 60 mil nesses bens, o espólio declara o Form 706-NA. Como não há tratado de estate tax entre Brasil e EUA, pode haver imposto nos dois países.181722

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

Como receber herança morando no exterior?

O herdeiro que mora fora recebe pelo inventário de cada país onde há bens, em geral representado por procurador, sem precisar estar presente a cada ato. Bens no Brasil seguem o inventário e o ITCMD daqui; bens nos EUA podem exigir procedimento local e, acima de US$ 60 mil em bens situados lá, declaração de estate tax. No país onde mora, o herdeiro verifica se deve declarar ou pagar imposto. Coordene com advogados habilitados em cada país.1817

Saiba mais: Planejamento sucessório internacional 

Como fazer uma holding familiar?

O caminho começa pelo diagnóstico dos bens, dos herdeiros e dos objetivos, segue com a escolha do tipo de empresa e do regime tributário e termina com o contrato social, o registro na Junta Comercial e a transferência dos bens para o capital. Depois vêm as doações de quotas, se houver, e a contabilidade mensal. Fora microempresas e empresas de pequeno porte, os atos constitutivos exigem visto de advogado.2526

Saiba mais: Holding familiar 

Quanto custa uma holding familiar?

O custo soma a abertura e a manutenção. Na abertura entram honorários do advogado e do contador, taxas de registro e eventuais impostos de transmissão, como ITBI se a atividade for imobiliária e ITCMD nas doações de quotas. Na manutenção entram a contabilidade mensal e as obrigações fiscais da empresa. A Sofe não publica preços; o orçamento depende do patrimônio, do estado e do desenho escolhido.18

Saiba mais: Holding familiar: custos e quando compensa 

Holding familiar: a partir de quanto vale a pena?

Não existe um valor mínimo oficial a partir do qual a holding compensa. A conta compara o custo fixo de manter uma empresa, com contabilidade e obrigações mensais, com o que ela organiza ou economiza: inventário, governança entre herdeiros, gestão de imóveis e tributação da renda. Patrimônio simples, com poucos bens, muitas vezes se resolve com testamento ou doação planejada. A simulação é feita com advogado e contador.

Saiba mais: Holding familiar: custos e quando compensa 

Quem faz holding familiar: advogado ou contador?

Os dois, em papéis diferentes. O advogado desenha a estrutura societária e sucessória, redige o contrato social e as doações e, fora microempresas e empresas de pequeno porte, vista os atos constitutivos, o que só advogado pode fazer. O contador escolhe e opera o regime tributário, faz a contabilidade e as declarações da empresa. A Sofe coordena os profissionais licenciados, sem advogar.2526

Saiba mais: Holding familiar 

Holding familiar precisa pagar ITBI?

Em regra, não na entrada dos imóveis como capital da empresa: a Constituição afasta o ITBI na incorporação de bens ao capital de pessoa jurídica. A exceção é quando a atividade preponderante da empresa é compra e venda, locação ou arrendamento de imóveis, caso comum em holdings patrimoniais. Nessas situações o ITBI pode incidir, e a análise deve ser feita com advogado tributarista antes da transferência.18

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Como declarar holding familiar no imposto de renda?

Na declaração do sócio, as quotas da holding vão para bens e direitos, pelo valor de aquisição, e os imóveis transferidos saem da ficha, porque passam a ser da empresa. Lucros e dividendos recebidos entram como rendimentos, observada a retenção de 10% na fonte quando os dividendos da mesma empresa à mesma pessoa passam de R$ 50 mil no mês. A empresa tem contabilidade e declarações próprias.21

Saiba mais: Holding familiar 

Quanto uma holding familiar paga de imposto?

Não há um número único: depende do regime tributário da empresa, como lucro presumido ou lucro real, do tipo de renda, como aluguel, venda de imóvel ou dividendos recebidos, e do estado. Somam-se o ITCMD nas doações de quotas e, desde 2026, a retenção de 10% quando os dividendos à mesma pessoa passam de R$ 50 mil no mês. A comparação com a pessoa física é feita por contador habilitado.2118

Saiba mais: Holding familiar 

Quem administra a holding familiar?

Quem o contrato social nomear como administrador, em geral o fundador ou um membro da família, e pode haver mais de um. Na doação de quotas com reserva de usufruto, é comum o fundador manter os direitos políticos e econômicos enquanto vive, e o contrato social pode prever conselho de família, regras de sucessão na administração e restrições à venda de quotas a terceiros.

Saiba mais: Holding familiar 

O que é melhor: holding familiar ou doação?

Depende do patrimônio e do objetivo, e as duas costumam se combinar. A doação direta, com ou sem reserva de usufruto, transfere os bens já em vida com ITCMD e sem custo de empresa. A holding acrescenta governança, gestão centralizada e regras para as quotas, com custo fixo de contabilidade. Em ambos os casos, a legítima dos herdeiros necessários precisa ser respeitada.1828

Saiba mais: Holding familiar 

Holding familiar protege o patrimônio?

Não como blindagem. A holding organiza a gestão e a sucessão, mas não protege bens de dívidas existentes nem de fraude contra credores: transferências feitas para escapar de credores podem ser anuladas, e a Justiça pode desconsiderar a personalidade jurídica em caso de abuso. O que ela pode fazer é separar riscos e definir regras para a família. O desenho deve ser feito com advogado.

Saiba mais: Holding familiar 

O que muda na holding familiar com a reforma tributária?

Duas mudanças já em vigor pesam no cálculo. A Emenda Constitucional 132/2023 tornou o ITCMD obrigatoriamente progressivo pelo valor da transmissão, o que afeta doações de quotas e heranças. E a Lei 15.270/2025 criou, desde 2026, a retenção de 10% quando os dividendos da mesma empresa à mesma pessoa física passam de R$ 50 mil no mês. Revise holdings antigas com contador e advogado.1821

Saiba mais: Holding familiar 

Como abrir uma holding internacional?

Primeiro defina o objetivo, como investimentos, sucessão ou exposição ao estate tax americano; depois escolha a jurisdição e o tipo de entidade com advogados licenciados no país de constituição. A empresa é registrada lá, abre conta e recebe os ativos. No Brasil, a participação vai ao IRPF, a holding segue a Lei 14.754/2023 e, a partir de US$ 1 milhão no exterior, entra na CBE.1310

Saiba mais: Holding internacional 

Holding internacional vale a pena?

Depende do objetivo. Depois da Lei 14.754/2023, a holding controlada por residente no Brasil não adia mais o imposto quando está em paraíso fiscal, em regime privilegiado ou tem menos de 60% de renda ativa própria: o lucro paga 15% em 31 de dezembro. Ela ainda pode servir à sucessão, à governança e à redução da exposição ao estate tax, com custos anuais de manutenção.1312

Saiba mais: Holding internacional 

Como funciona o imposto de herança nos EUA?

O imposto federal americano sobre herança é o estate tax, cobrado do espólio, e não de quem recebe. Para o brasileiro não residente, ele alcança só os bens situados nos EUA, e o espólio entrega o Form 706-NA quando esses bens passam de US$ 60 mil na data do óbito. O crédito do não residente é de US$ 13 mil, e as alíquotas chegam a 40%.17122729

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

Quanto é o imposto de herança nos EUA?

O estate tax tem alíquotas progressivas que chegam a 40% sobre o valor tributável. Para o não residente, o crédito unificado é de US$ 13 mil, o que, na prática, deixa pouco valor isento, e a declaração é obrigatória quando os bens situados nos EUA passam de US$ 60 mil na data do óbito. O cálculo exato é feito no Form 706-NA, com preparador habilitado.27121729

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

Quem paga o imposto de herança nos EUA?

Quem paga é o espólio, representado pelo executor ou administrador, e não cada herdeiro: o estate tax incide sobre a transmissão do patrimônio taxável do falecido, segundo as instruções do Form 706-NA. Para o estrangeiro não residente, contam só os bens situados nos EUA. Os herdeiros recebem o que sobra depois do imposto, e no Brasil pode haver ITCMD pelas regras do estado.1218

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

Quais bens do estrangeiro pagam estate tax nos EUA?

Pagam os bens situados nos EUA: imóveis e bens móveis tangíveis que estão lá e ações de empresas constituídas nos EUA, onde quer que esteja o certificado. Em regra, ficam fora os depósitos em banco americano sem ligação com negócio nos EUA, certos títulos de dívida com juros isentos para estrangeiros, ações de empresas estrangeiras e o seguro de vida pago pela morte do segurado.12

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

Ações americanas pagam estate tax?

Sim, em regra. Para o estrangeiro não residente, ações de empresas constituídas nos EUA são bens situados nos EUA, não importa onde esteja a corretora ou o certificado, e entram no cálculo do estate tax. Se esses bens passarem de US$ 60 mil na data do óbito, o espólio declara o Form 706-NA. Ações de empresas constituídas fora dos EUA, em regra, ficam de fora.121729

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Qual o prazo para declarar o estate tax?

O Form 706-NA deve ser entregue em até nove meses após a data do óbito. O executor pode pedir prorrogação automática de seis meses pelo Form 4768 e, se estiver fora do país, uma segunda prorrogação com justificativa. Sem a declaração e a liberação do IRS, instituições americanas podem segurar a transferência dos bens aos herdeiros.1230

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O Brasil tem tratado de estate tax com os EUA?

Não. A lista de tratados de estate e gift tax do IRS não inclui o Brasil, e os dois países também não têm tratado de imposto de renda. Por isso, o brasileiro não residente fica com o crédito padrão de US$ 13 mil no estate tax, sem os benefícios que alguns tratados dão a outros países, e a herança pode pagar imposto nos EUA e ITCMD no Brasil.22161218

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

Como reduzir a exposição ao estate tax?

Planejando a forma de deter os bens antes do óbito, com advogado e contador nos dois países. Pelas regras do Form 706-NA, ações de empresas estrangeiras, depósitos bancários sem ligação com negócio nos EUA e seguro de vida pela morte do segurado ficam, em regra, fora do estate tax. Cada alternativa tem efeitos na Lei 14.754/2023, custos e riscos próprios.1213

Saiba mais: Estate tax nos EUA 

Quanto custa um trust?

O custo do trust soma a montagem, com advogados na jurisdição escolhida e no Brasil, e a manutenção anual, com remuneração do trustee, contabilidade e declarações. Os valores variam muito conforme a jurisdição, o tipo de trust e o volume de bens, e a Sofe não publica preços. No Brasil, ter trust obriga à entrega do IRPF, e a Lei 14.754/2023 define como os bens são tributados.139

Saiba mais: Trust e a Lei 14.754 

Como declarar trust no imposto de renda?

O instituidor residente no Brasil continua declarando os bens e direitos do trust como se fossem seus, porque a Lei 14.754/2023 os trata como do instituidor até a distribuição ou o óbito. Os rendimentos seguem as regras do titular, como os 15% sobre aplicações no exterior. Quando os bens passam ao beneficiário, a transferência é tratada como doação ou herança. Ter trust obriga à entrega do IRPF.139

Saiba mais: Trust e a Lei 14.754 

Existe trust no Brasil?

Não na lei civil brasileira, mas o residente no Brasil pode ter trust constituído no exterior, desde que declarado. A Lei 14.754/2023 regulou a tributação dos trusts de residentes: os bens são tratados como do instituidor até a distribuição ou o óbito, e a passagem ao beneficiário é tratada como doação ou herança. Omitir o trust da declaração é que gera problema.13

Saiba mais: Trust e a Lei 14.754 

Investir no exterior

Estrutura, custos, impostos e riscos de investir em dólar ou em euro morando no Brasil, sem recomendação de ativo ou instituição.

Investir no exterior vale a pena?

Depende do objetivo da família, do prazo e do custo total, e a Sofe não faz recomendação de investimento nem projeção de retorno. Investir fora pode diversificar moeda e jurisdição, mas tem risco de mercado e de câmbio, inclusive de perda. No custo entram IOF de 1,1% na remessa para investimento, spread, tarifas, 15% de IR no ajuste anual pela Lei 14.754/2023 e, nos EUA, a exposição ao estate tax. Decida com profissional licenciado.561317

Saiba mais: Investimentos no exterior 

Como funciona investir no exterior?

Você abre conta em instituição no exterior, envia o dinheiro por banco autorizado a operar câmbio, com IOF de 1,1% quando a finalidade é investimento, e escolhe os ativos com profissional ou instituição licenciada no país. Antes, defina o titular (pessoa física, holding ou LLC), que muda imposto e sucessão. No Brasil, a aplicação vai ao IRPF e os rendimentos pagam 15% no ajuste anual; a partir de US$ 1 milhão no exterior, há a CBE.561310

Saiba mais: Investimentos no exterior 

Quanto investir no exterior?

Não há valor mínimo legal nem percentual certo: quanto investir fora depende do objetivo, do prazo, da reserva no Brasil e da tolerância a risco, e essa decisão deve ser tomada com profissional licenciado, porque a Sofe não recomenda alocação. O que dá para medir antes é o custo de entrada e de manutenção: IOF de 1,1% na remessa para investimento, spread, tarifas da instituição e 15% de IR sobre os rendimentos no ajuste anual.5613

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Investir no exterior é seguro?

Todo investimento, no exterior ou no Brasil, tem risco de mercado, de câmbio e de perda do capital. O que existe são proteções contra a falha da instituição, não contra a queda de preço. Nos EUA, o FDIC cobre depósitos até US$ 250 mil por banco e categoria, e a SIPC cobre até US$ 500 mil se a corretora quebrar. Verifique se a instituição é licenciada e consulte o registro da corretora no BrokerCheck da FINRA.211

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Vale a pena investir no exterior com pouco dinheiro?

Pode ser possível, mas os custos fixos pesam mais em valores pequenos e precisam ser comparados antes. Na remessa, o IOF é de 1,1% quando a finalidade é investimento, e somam-se spread de câmbio e tarifas da instituição. Os rendimentos pagam 15% no ajuste anual e precisam ser declarados no IRPF. O investimento continua sujeito a risco de mercado e de câmbio, inclusive de perda, e a Sofe não faz recomendação de investimento.5613

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Investir em dólar vale a pena?

Depende do objetivo: investir em dólar pode fazer sentido para quem tem despesas, planos ou patrimônio ligados aos EUA, mas tem risco de câmbio e de mercado, inclusive de perda, e a Sofe não faz recomendação de investimento. Antes de escolher o ativo, decida em nome de quem ele fica, porque ações americanas entram no estate tax do não residente e os rendimentos pagam 15% no Brasil. Dividendos americanos têm retenção de 30% para estrangeiro.121314

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É possível investir em dólar no Brasil?

Sim, por dois caminhos: aplicações oferecidas no Brasil com exposição ao dólar, que seguem as regras e a tributação brasileiras, ou conta e investimento em instituição no exterior, com remessa por banco autorizado e IOF de 1,1% quando a finalidade é investimento. No segundo caso, os rendimentos pagam 15% no ajuste anual pela Lei 14.754/2023 e os ativos americanos podem entrar no estate tax. Os dois caminhos têm risco de câmbio e de mercado.561312

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Vale a pena investir em dólar ou euro?

Não há resposta única: a escolha entre dólar e euro depende de onde a família tem despesas, planos de moradia e patrimônio, e a Sofe não faz recomendação de investimento. Muda também a estrutura: ações americanas entram no estate tax do não residente, e o Brasil tem convenção para evitar a dupla tributação da renda com Portugal, mas não tem tratado com os EUA. Nos dois casos, há risco de câmbio e de mercado, inclusive de perda.121516

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Vale a pena investir em Portugal?

Depende do objetivo, do prazo e do custo total, e a Sofe não recomenda ativo, fundo ou imóvel. Investir em Portugal costuma fazer mais sentido para quem tem planos de morar lá ou despesas em euro. Imóvel não dá mais direito ao Golden Visa; a rota de fundos exige € 500 mil em fundo português não imobiliário, supervisionado pela CMVM, com risco de perda e de falta de liquidez. Brasil e Portugal têm convenção contra a dupla tributação da renda.313215

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Imóvel nos EUA

Comprar, financiar e manter imóvel nos EUA sendo brasileiro: titularidade, impostos, estate tax e o que o imóvel não garante.

Posso comprar imóvel nos EUA?

Sim. Brasileiro pode comprar imóvel nos EUA morando no Brasil, sem visto, desde que tenha documentação e recursos com origem comprovada. Antes da oferta, decida em nome de quem comprar (pessoa física ou LLC), porque isso muda o estate tax, com declaração quando os bens nos EUA passam de US$ 60 mil, a retenção FIRPTA de 15% sobre o valor na venda e o imposto no Brasil. Comprar imóvel não dá, por si só, visto ou green card.172433

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Como comprar imóveis nos EUA?

Defina o objetivo (uso próprio ou aluguel) e o titular, abra conta nos EUA, envie os recursos com origem documentada, faça a oferta com corretor licenciado e feche com uma title company, depois das inspeções. Se houver financiamento, ele vem de lender licenciado. Na Flórida, o imposto de selo é de US$ 0,70 por US$ 100 da escritura, fora de Miami-Dade. Depois vêm property tax, seguro e declarações nos EUA e no Brasil.34

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Vale a pena comprar imóvel nos EUA para alugar?

Depende do objetivo, do custo total e da estrutura, e a Sofe não projeta renda nem valorização. Entram na conta impostos e taxas locais, seguro, administração, vacância e as regras do condomínio e da cidade para aluguel, inclusive de curta temporada; na Flórida, o aluguel por temporada tem regras próprias de sales tax. O aluguel gera obrigações fiscais nos EUA e no Brasil, e a venda por estrangeiro tem retenção FIRPTA de 15%. O imóvel tem risco de perda.3524

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Se eu comprar um imóvel nos EUA, posso morar lá?

Não por causa do imóvel: ser dono de imóvel nos EUA não dá visto, residência nem green card. Para morar lá, é preciso uma base migratória própria, como o EB-5, que exige investimento em empresa comercial nova que crie ao menos 10 empregos em tempo integral, entre outros requisitos; imóvel para uso próprio ou aluguel não é essa categoria. A isenção homestead da Flórida também só vale para quem tem residência permanente no imóvel.3336

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Como funciona financiamento nos EUA?

O financiamento imobiliário nos EUA é concedido por lender licenciado, que faz análise própria do comprador estrangeiro, da renda, do histórico e da entrada disponível; prazo, taxa e exigências variam por instituição. Na Flórida, a hipoteca paga imposto de selo de US$ 0,35 por US$ 100 do valor financiado. A dívida, a titularidade do imóvel e a remessa da entrada devem ser planejadas antes da oferta, com attorney e CPA.34

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O que precisa para comprar casa nos EUA?

Precisa de documentação pessoal, recursos com origem comprovada, conta nos EUA e da decisão sobre o titular, pessoa física ou LLC, antes da oferta; visto não é exigido para ser dono. A compra é feita com corretor licenciado e fechada por title company, e o financiamento, se houver, vem de lender licenciado. Inclua no orçamento o imposto de selo da Flórida, de US$ 0,70 por US$ 100 da escritura fora de Miami-Dade, seguro e property tax.34

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Posso comprar casa nos EUA sem visto?

Sim. Não é preciso visto para ser dono de imóvel nos EUA; o comprador precisa de documentação e de recursos com origem comprovada. O visto importa para morar ou ficar no país, e o imóvel não o concede. A compra por estrangeiro tem regras fiscais próprias: retenção FIRPTA de 15% do valor na venda e declaração de estate tax quando os bens nos EUA passam de US$ 60 mil na data do óbito.2417

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Imóvel em Portugal

NIF, impostos, escritura e financiamento na compra de imóvel em Portugal, e por que o imóvel não dá mais Golden Visa.

Como comprar imóveis em Portugal morando no Brasil?

Peça o NIF, abra conta em banco português, escolha o imóvel com mediadora licenciada, revise o contrato-promessa com advogado, pague IMT e Imposto do Selo antes da escritura e assine pessoalmente ou por procuração; depois, registre a compra na Conservatória. O Imposto do Selo é de 0,8% sobre o maior valor entre o preço e o valor patrimonial tributário. Comprar imóvel não dá mais direito ao Golden Visa nem, por si só, à residência.43731

Saiba mais: Imóveis em Portugal 

Vale a pena comprar imóvel em Portugal?

Depende do objetivo (morar, alugar ou diversificar em euro), do custo total e do horizonte, e a Sofe não projeta renda nem valorização. No custo entram IMT, conforme localização e destino do imóvel, Imposto do Selo de 0,8%, registo e honorários de advogado. O imóvel não dá mais direito ao Golden Visa e precisa ser declarado no IRPF de quem é residente no Brasil. Como todo ativo, tem risco de perda e de liquidez.3731

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Posso comprar um imóvel em Portugal?

Sim. Brasileiro pode comprar imóvel em Portugal sem morar lá: precisa de NIF, que qualquer pessoa, residente ou não, pode pedir, e paga IMT e Imposto do Selo de 0,8% antes da escritura, sobre o maior valor entre o preço e o valor patrimonial tributário. Depois, a compra é registada na Conservatória do Registo Predial. A compra não dá direito a Golden Visa nem, por si só, a residência.43731

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O que precisa para comprar um imóvel em Portugal?

Precisa de NIF, documento de identificação, recursos com origem comprovada e, em geral, conta em banco português. A escritura pode ser feita em notário, advogado, balcão da Conservatória ou Casa Pronta, ou por documento particular autenticado, depois de pagos o IMT e o Imposto do Selo de 0,8%. Para financiar, o banco faz análise própria. A revisão do contrato-promessa e da documentação do imóvel deve ser feita por advogado.437

Saiba mais: Imóveis em Portugal 

Se eu comprar um imóvel em Portugal, posso morar lá?

Não por causa do imóvel: a rota imobiliária do Golden Visa acabou, e a compra não é, por si só, base para residência ou nacionalidade. Para morar em Portugal, o brasileiro costuma pedir um visto de residência, como o D7, para quem vive de rendimentos próprios, ou o D2, para quem vai empreender ou trabalhar por conta própria. O imóvel pode ajudar a comprovar alojamento no pedido; a decisão é das autoridades portuguesas.3138

Saiba mais: Imóveis em Portugal 

Como funciona financiamento em Portugal?

O crédito à habitação em Portugal é concedido pelo banco português, que faz análise própria do comprador, inclusive não residente: renda, peso da prestação, entrada disponível e documentação. Para pedir, o comprador costuma já ter NIF e conta no banco. O IMT e o Imposto do Selo de 0,8% sobre a compra são pagos antes da escritura, e o crédito tem encargos próprios. Compare propostas de mais de um banco e revise o contrato com advogado.437

Saiba mais: Imóveis em Portugal 

LLC e empresa nos EUA

O que é uma LLC, como abrir empresa nos EUA morando no Brasil e por que a empresa, sozinha, não dá visto.

O que é LLC nos EUA?

LLC (Limited Liability Company) é a forma de empresa americana que, em condições normais, separa as obrigações da empresa do patrimônio pessoal dos sócios, chamados membros. Pode ter um membro ou vários e é criada no estado escolhido. Para fins federais, a de um membro costuma ser tratada como disregarded entity, e a de vários, como partnership. A LLC de um só dono estrangeiro, em regra, entrega o Form 5472 todo ano, com multa de US$ 25 mil se faltar.39

Saiba mais: LLC nos EUA 

Como abrir LLC nos EUA?

Escolha o estado, registre a LLC no órgão estadual, nomeie um registered agent, redija o Operating Agreement e peça o EIN ao IRS; depois, abra a conta bancária da empresa. Não é preciso ser cidadão nem residente nos EUA. Cada estado cobra taxas próprias de abertura e de manutenção anual. A LLC de um só dono estrangeiro, em regra, entrega o Form 5472 todo ano, mesmo sem lucro, e a participação é declarada no IRPF de quem é residente no Brasil.39404142

Saiba mais: LLC nos EUA 

LLC nos EUA vale a pena?

Depende do objetivo: a LLC pode organizar uma operação nos EUA, um imóvel ou a sucessão entre sócios, mas acrescenta custos e obrigações, e o benefício precisa ser maior que a complexidade. Ela não é automaticamente isenta de impostos e não elimina, por si só, o estate tax. A LLC de um só dono estrangeiro, em regra, entrega o Form 5472 todo ano, com multa de US$ 25 mil se faltar. Compare com a pessoa física, com attorney e CPA.39

Saiba mais: LLC nos EUA 

Posso abrir empresa nos EUA?

Sim. Não é preciso ser cidadão nem residente americano para ser dono de uma LLC ou de uma corporation, e o processo pode ser feito do Brasil: registro no estado, EIN, registered agent, documentos internos e conta bancária. Ter a empresa, porém, não dá autorização de trabalho nem visto. A LLC de um só dono estrangeiro, em regra, entrega o Form 5472 todo ano, e a participação deve ser declarada no Brasil por quem é residente fiscal aqui.39

Saiba mais: Abrir empresa nos EUA 

Posso abrir empresa nos EUA com visto de turista?

Sim, para ser dono: abrir e possuir uma empresa nos EUA não exige visto, e o processo pode ser feito até do Brasil. O visto de turista, porém, não autoriza trabalhar na empresa dentro dos EUA, e a empresa não concede visto nem autorização de trabalho. Se você pretende atuar fisicamente no negócio, avalie antes, com advogado de imigração licenciado, qual status migratório permite isso no seu caso.

Saiba mais: Abrir empresa nos EUA 

Se eu abrir uma empresa nos EUA, posso morar lá?

Não por causa da empresa: ser dono de empresa nos EUA não concede visto nem autorização de trabalho, e morar lá exige uma base migratória própria. O E-2 exige nacionalidade de país-tratado, o que o Brasil não é, e que o investidor desenvolva e dirija o negócio; o EB-5 exige investimento mínimo de US$ 800 mil em área elegível ou US$ 1,05 milhão, com criação de 10 empregos. O caso é avaliado com advogado de imigração licenciado.434433

Saiba mais: Abrir empresa nos EUA 

Residência e nacionalidade em Portugal

Vistos D7 e D2, Golden Visa pela rota de fundos, nacionalidade com sete anos de residência e o regime fiscal IFICI.

Vale a pena morar em Portugal?

Depende da renda, da família e do plano de longo prazo, e não há resposta única. Para brasileiros, Portugal oferece vistos de residência com regras publicadas, como o D7, para quem vive de rendimentos, e o D2, para quem empreende, nacionalidade com sete anos de residência legal e convenção com o Brasil contra a dupla tributação da renda. Pesam também custo de vida, saída fiscal do Brasil e regime de IRS, como o IFICI.38451546

Saiba mais: Portugal 

Golden Visa Portugal: como funciona?

A Golden Visa de Portugal, oficialmente autorização de residência para atividade de investimento (ARI), continua em 2026, mas sem compra de imóvel desde outubro de 2023. Na rota de fundos, você transfere do exterior pelo menos € 500 mil para fundos portugueses não imobiliários, com maturidade de pelo menos cinco anos, pede a ARI à AIMA e mantém o investimento por cinco anos, ficando ao menos 7 dias no primeiro ano. O fundo tem risco de perda, e a decisão é da AIMA.47314849

Saiba mais: Golden Visa 

Ainda existe Golden Visa em Portugal?

Sim. A autorização de residência para atividade de investimento (ARI) continua em vigor, mas a Lei n.º 56/2023 revogou, a partir de 7 de outubro de 2023, as rotas de compra de imóvel e de transferência de capital de € 1,5 milhão. Seguem as rotas de fundos não imobiliários (€ 500 mil), empresa com postos de trabalho, investigação científica e produção artística ou património cultural. Já a Golden Visa da Espanha foi extinta em 2025.49473150

Saiba mais: Golden Visa 

O que é visto D7?

O visto D7 é o visto de residência português para aposentados, religiosos e pessoas que vivem de rendimentos próprios, como pensão, aluguéis, dividendos ou aplicações, disponíveis em Portugal. Em 2026, a referência de meios de subsistência é o salário mínimo português de € 920 por mês para o titular, mais 50% por adulto e 30% por filho a cargo. A taxa do pedido é de € 110, e a decisão é do consulado.38515253

Saiba mais: Visto D7 

Como funciona o visto D7 Portugal?

Você pede o D7 no consulado português, comprovando rendimentos próprios, como pensão, aluguéis ou aplicações, disponíveis em Portugal, e os demais documentos exigidos. A referência de meios em 2026 é de € 920 por mês para o titular, a taxa é de € 110 e o prazo legal de decisão é de 60 dias, salvo exceções. Com o visto, a residência é pedida à AIMA, com autorização inicial de 2 anos, renovável por períodos de 3.3852535455

Saiba mais: Visto D7 

Visto D7 Portugal: quanto tempo demora?

O prazo legal de decisão do visto de residência é de 60 dias, salvo exceções previstas em lei, e não há prazo garantido. Antes, conte o tempo de reunir documentos, traduções e apostilas; depois, o da autorização de residência na AIMA, concedida inicialmente por 2 anos e renovada por períodos de 3. A Sofe coordena o calendário com advogado licenciado em Portugal, que pratica os atos privativos da profissão.5455

Saiba mais: Visto D7 

O que é visto D2?

O visto D2 é o visto de residência português para quem vai exercer atividade profissional independente ou realizar um investimento empreendedor em Portugal. O consulado pede contrato de sociedade ou proposta escrita de prestação de serviços, ou a descrição do investimento com prova de meios financeiros em Portugal. O portal consular não fixa valor mínimo; o investimento precisa ser coerente com o projeto. A taxa do pedido é de € 110.3853

Saiba mais: Visto D2 

Como funciona o visto D2 para Portugal?

Você pede o D2 no consulado português em uma de duas modalidades: atividade profissional independente, com contrato de sociedade ou proposta de serviços e, se a profissão for regulamentada, habilitação para exercê-la em Portugal; ou imigrante empreendedor, com declaração da natureza, valor e duração do investimento e prova de meios em Portugal. O prazo legal de decisão é de 60 dias. Depois, a residência é pedida à AIMA, sem aprovação assegurada.3854

Saiba mais: Visto D2 

Como conseguir nacionalidade portuguesa?

Para o brasileiro sem ascendência portuguesa, o caminho usual é a naturalização por residência: desde 19 de maio de 2026, a Lei Orgânica n.º 1/2026 exige sete anos de residência legal em Portugal para nacionais de países de língua oficial portuguesa, somados dentro de até nove anos, além de conhecimento da cultura, da história e dos símbolos nacionais e de outros requisitos. A residência começa, em geral, por um visto como o D7 ou o D2.4538

Saiba mais: Nacionalidade portuguesa 

Quando posso pedir nacionalidade portuguesa?

O brasileiro pode pedir a naturalização por residência depois de sete anos de residência legal em Portugal, pela Lei Orgânica n.º 1/2026, em vigor desde 19 de maio de 2026. Os períodos podem ser seguidos ou interpolados, desde que caibam em até nove anos. Pedidos pendentes nessa data seguem a lei anterior. Também é preciso comprovar conhecimento da cultura, da história e dos símbolos nacionais e cumprir os demais requisitos.45

Saiba mais: Nacionalidade portuguesa 

O que mudou na cidadania portuguesa?

A Lei Orgânica n.º 1/2026, em vigor desde 19 de maio de 2026, passou a exigir sete anos de residência legal para nacionais de países de língua oficial portuguesa, como o Brasil, e da União Europeia, e dez anos para os demais estrangeiros, com os períodos somados dentro de até nove e doze anos, respectivamente. O brasileiro presume-se conhecedor do português, mas comprova cultura, história e símbolos nacionais. Pedidos pendentes em 19 de maio seguem a regra anterior.45

Saiba mais: Nacionalidade portuguesa 

Quem tem nacionalidade portuguesa precisa de visto para os EUA?

Depende do motivo da viagem. Para morar, trabalhar ou investir nos EUA, o cidadão português precisa de visto ou de outra autorização; uma das opções é o E-2, já que Portugal é país-tratado E-1/E-2 desde março de 2024, desde que o investidor desenvolva e dirija o negócio. Para turismo ou negócios de até 90 dias, Portugal integra o Visa Waiver Program: em regra, basta a autorização ESTA aprovada, salvo as restrições do programa.564457

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O que é NHR?

NHR é o antigo regime fiscal do residente não habitual de Portugal. Para novos residentes, o incentivo vigente é o IFICI (incentivo fiscal à investigação científica e inovação, art.º 58.º-A do EBF), que tributa a 20% de IRS, por dez anos, rendimentos de trabalho e empresariais de atividades qualificadas, para quem não foi residente fiscal em Portugal nos cinco anos anteriores. Quem já teve o NHR confirma o seu caso com contador habilitado em Portugal.46

Saiba mais: IFICI (ex-NHR) 

Vale a pena o IFICI em Portugal?

Depende da sua renda: o IFICI tributa a 20% de IRS, por dez anos consecutivos, só rendimentos de trabalho e empresariais (categorias A e B) de atividades qualificadas. Para quem vive de pensão, que não é o foco do regime, tende a não se aplicar. Exige não ter sido residente fiscal em Portugal nos cinco anos anteriores e inscrição no Portal das Finanças no prazo da AT. Simule o seu caso com contador habilitado em Portugal.46

Saiba mais: IFICI (ex-NHR) 

Vistos profissionais nos EUA (O-1, EB-1, EB-2 NIW)

Vistos e green cards por mérito profissional, sem investimento: o visto temporário O-1 e os green cards EB-1 e EB-2 com dispensa por interesse nacional (NIW), conforme as regras da USCIS.

O que é o visto O-1?

O O-1 é o visto temporário de trabalho dos EUA para quem tem habilidade extraordinária comprovada por reconhecimento nacional ou internacional na sua área. Divide-se em O-1A, para ciências, educação, negócios e esportes, e O-1B, para artes, cinema e televisão. Não é green card e não depende de investimento: a petição é feita por empregador ou agente nos EUA, com provas do reconhecimento.58

Saiba mais: Visto O-1 

O que é o visto O-1A?

O O-1A é a modalidade do visto O-1 para pessoas com habilidade extraordinária em ciências, educação, negócios ou esportes. A USCIS exige mostrar que a pessoa está entre a pequena parcela que chegou ao topo da área, com reconhecimento sustentado, por meio de prêmios, publicações, salário alto, papel de destaque em organizações ou outras provas previstas na regra. Artistas e profissionais de cinema e TV usam o O-1B.5859

Saiba mais: Visto O-1 

Como funciona o visto O-1?

Um empregador ou agente nos EUA protocola na USCIS o Form I-129, com as provas de reconhecimento do profissional e uma carta de consulta de entidade do setor ou especialista. Aprovada a petição, quem está fora dos EUA pede o visto no consulado americano e entra para trabalhar na atividade aprovada. A estada inicial é de até três anos, ligada ao evento ou à atividade, com extensões de até um ano cada.58

Saiba mais: Visto O-1 

Quais são os requisitos do visto O-1?

Os requisitos do O-1 são reconhecimento extraordinário na área, uma petição de empregador ou agente nos EUA e trabalho previsto na mesma área. No O-1A, a pessoa comprova o reconhecimento com um prêmio de grande porte ou com vários tipos de prova listados pela USCIS, como prêmios, associações seletivas, publicações sobre ela, julgamento do trabalho de outros, contribuições originais e salário alto. A avaliação final olha o conjunto das provas.5859

Saiba mais: Visto O-1 

O visto O-1 precisa de sponsor?

Sim, o O-1 precisa de um peticionário nos EUA: a USCIS recebe o Form I-129 de um empregador americano, de um agente americano ou de um empregador estrangeiro por meio de agente nos EUA. O próprio profissional não pede o O-1 sozinho. Quem quer seguir sem empregador costuma avaliar o EB-1A ou o EB-2 NIW, que são green cards com autopetição, cada um com seus critérios.586061

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Quem tem visto O-1 pode trabalhar nos EUA?

Pode, mas só na atividade aprovada na petição e durante a validade do status. O O-1 é um visto de trabalho ligado ao evento ou à atividade descritos pelo empregador ou agente, e mudar de trabalho em regra exige nova petição. Cônjuge e filhos acompanham com o visto O-3 e podem estudar, mas não podem trabalhar com esse status, segundo a USCIS.58

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O visto O-1 dá green card?

Não automaticamente. O O-1 é um visto temporário e não se transforma sozinho em residência permanente. Para o green card, o profissional precisa de uma petição de imigrante própria, como o EB-1A, que tem critérios parecidos com os do O-1A, ou o EB-2 NIW. Muitos começam com o O-1 e depois pedem o green card, mas cada pedido é avaliado de forma independente pela USCIS.586061

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Quanto custa o visto O-1?

O custo do O-1 soma a taxa da USCIS para o Form I-129, a taxa consular do visto e os honorários do advogado que monta a petição. As taxas oficiais mudam e devem ser conferidas na tabela atual da USCIS e do Departamento de Estado antes do pedido. A Sofe não publica preços; o orçamento é feito com o advogado de imigração licenciado nos EUA que conduz o caso.58

Saiba mais: Visto O-1 

Visto O-1: quanto tempo demora?

Depende do tempo de análise da USCIS, da preparação das provas e da agenda do consulado. A USCIS publica os prazos atuais de cada formulário na sua página de tempos de processamento. Depois da aprovação, quem está fora dos EUA ainda passa pela entrevista consular. Não há prazo garantido.58

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Qual a diferença entre o visto O-1 e o EB-1?

O O-1 é um visto temporário de trabalho e o EB-1 é um green card, ou seja, residência permanente. O O-1 exige empregador ou agente nos EUA como peticionário; no EB-1A a própria pessoa pode se autopeticionar, sem oferta de emprego. Os critérios de habilidade extraordinária são parecidos, mas o EB-1 é avaliado como pedido de imigração e depende da fila de vistos da categoria.586062

Saiba mais: Vistos profissionais nos EUA 

O que é o EB-1?

O EB-1 é a primeira preferência do green card por emprego nos EUA. Tem três tipos: EB-1A, para habilidade extraordinária em ciências, artes, educação, negócios ou esportes; EB-1B, para professores e pesquisadores de destaque; e EB-1C, para gerentes e executivos de multinacionais. Nenhum deles exige certificação de trabalho do Departamento do Trabalho, e só o EB-1A permite autopetição.60

Saiba mais: EB-1 

O que é o EB-1A?

O EB-1A é o green card dos EUA para pessoas com habilidade extraordinária reconhecida nacional ou internacionalmente em ciências, artes, educação, negócios ou esportes. A pessoa pode se autopeticionar pelo Form I-140, sem oferta de emprego e sem certificação de trabalho, desde que comprove o reconhecimento e mostre que vai continuar trabalhando na mesma área nos EUA.6063

Saiba mais: EB-1 

Quais são os requisitos do EB-1A?

O EB-1A exige provar reconhecimento sustentado no topo da área e a intenção de continuar trabalhando nela nos EUA. A prova é uma conquista única de grande porte, como um prêmio internacional, ou ao menos 3 dos 10 critérios listados pela USCIS, como prêmios, publicações sobre a pessoa, contribuições originais, papel de liderança e salário alto. Depois, a USCIS avalia o conjunto das provas.6063

Saiba mais: EB-1 

Como funciona o EB-1?

O pedido começa com o Form I-140 na USCIS: no EB-1A a própria pessoa peticiona, e no EB-1B e no EB-1C o empregador americano peticiona e comprova capacidade de pagar o salário oferecido. Aprovado o I-140, o green card sai por processo consular ou, para quem já está legalmente nos EUA, por ajuste de status, conforme a fila do Visa Bulletin. Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos podem acompanhar.6062

Saiba mais: EB-1 

Como conseguir o EB-1?

Comece verificando em qual tipo você se enquadra: habilidade extraordinária (EB-1A), professor ou pesquisador de destaque (EB-1B) ou gerente e executivo de multinacional transferido (EB-1C). Depois, reúna as provas pedidas pela USCIS para o tipo escolhido e protocole o Form I-140. Um advogado de imigração licenciado nos EUA avalia se as provas são suficientes antes do pedido, porque a decisão é discricionária da USCIS.60

Saiba mais: EB-1 

O que é o EB-1C?

O EB-1C é o green card para gerentes e executivos de empresas multinacionais transferidos para os EUA. Exige ter trabalhado para a empresa no exterior por um período mínimo antes da petição, que a empresa americana tenha relação societária qualificada com a estrangeira e esteja ativa nos EUA, e que o cargo seja gerencial ou executivo. Quem peticiona é o empregador americano, pelo Form I-140.60

Saiba mais: EB-1 

O que é o EB-2 NIW?

O EB-2 NIW é o green card da segunda preferência por emprego com dispensa por interesse nacional (national interest waiver). Ele dispensa a oferta de emprego e a certificação de trabalho do Departamento do Trabalho, e por isso é a única via do EB-2 que permite autopetição. É para profissionais com grau avançado ou habilidade excepcional cujo projeto tenha importância nacional para os EUA.6164

Saiba mais: EB-2 NIW 

Como funciona o EB-2 NIW?

A própria pessoa protocola o Form I-140 na USCIS, com o anexo de dispensa exigido, mostrando que se qualifica no EB-2 e que merece a dispensa. Para a dispensa, a USCIS avalia três pontos: se o projeto tem mérito e importância nacional, se a pessoa está bem posicionada para levá-lo adiante e se, no balanço, vale para os EUA dispensar a oferta de emprego. Aprovado, segue a fila do Visa Bulletin.616462

Saiba mais: EB-2 NIW 

Quais são os requisitos do EB-2 NIW?

Os requisitos do EB-2 NIW são dois: qualificar-se no EB-2 e justificar a dispensa por interesse nacional. No EB-2, vale grau avançado, como mestrado ou equivalente, inclusive bacharelado somado a cinco anos de experiência progressiva na área, ou habilidade excepcional comprovada por critérios da USCIS. Na dispensa, o projeto precisa ter mérito e importância nacional, e a pessoa precisa estar bem posicionada para executá-lo.6164

Saiba mais: EB-2 NIW 

O EB-2 NIW serve para brasileiros?

Sim, o EB-2 NIW não tem restrição de nacionalidade, e brasileiros entram na fila geral do Visa Bulletin, junto com a maioria dos países. O que conta é a qualificação no EB-2 e a força do projeto de interesse nacional, não o país de origem. O tempo de espera depende da data de prioridade e do boletim de vistos publicado pelo Departamento de Estado a cada mês.6162

Saiba mais: EB-2 NIW 

Posso pedir o EB-2 NIW sozinho?

Sim, o EB-2 NIW é a única via do EB-2 que admite autopetição: a pessoa pode protocolar o Form I-140 sem empregador nos EUA. Mesmo assim, a petição exige plano do projeto, cartas de recomendação, provas de formação e de resultados, além dos formulários do Departamento do Trabalho exigidos para a dispensa. Muitos contratam advogado de imigração licenciado nos EUA para montar o dossiê, mas isso não é obrigatório.61

Saiba mais: EB-2 NIW 

Quanto custa o EB-2 NIW?

O custo do EB-2 NIW soma a taxa da USCIS para o Form I-140, as taxas da etapa final do green card (consular ou de ajuste de status), exames e traduções, além de honorários se houver advogado. As taxas oficiais mudam e devem ser conferidas na tabela atual da USCIS antes do protocolo. A Sofe não publica preços; o orçamento jurídico é feito pelo advogado de imigração licenciado nos EUA.61

Saiba mais: EB-2 NIW 

EB-2 NIW: quanto tempo demora?

Depende de duas filas: a análise do Form I-140 na USCIS, cujo prazo atual aparece na página oficial de tempos de processamento, e a disponibilidade de visto no Visa Bulletin para a data de prioridade do pedido. Mesmo com o I-140 aprovado, o green card só sai quando a data de prioridade fica corrente. Os prazos mudam a cada mês, e nenhum escritório pode garantir data.6162

Saiba mais: EB-2 NIW 

Qual a diferença entre EB-1 e EB-2 NIW?

Os dois são green cards por mérito com possibilidade de autopetição, mas o padrão de prova é diferente. O EB-1A exige habilidade extraordinária, com reconhecimento no topo da área; o EB-2 NIW exige grau avançado ou habilidade excepcional e um projeto de importância nacional. As filas de cada categoria no Visa Bulletin mudam todo mês, e a escolha depende do perfil e das provas disponíveis.606162

Saiba mais: Vistos profissionais nos EUA 

O que é green card por habilidade?

Green card por habilidade é o nome comum para as categorias de residência permanente nos EUA baseadas no mérito profissional, sem investimento: o EB-1A, para habilidade extraordinária, e o EB-2, para grau avançado ou habilidade excepcional, com a dispensa por interesse nacional (NIW) quando não há empregador. Nas duas vias a decisão é da USCIS, a partir das provas apresentadas.6061

Saiba mais: Vistos profissionais nos EUA 

Quais são os requisitos do green card por habilidade?

Depende da categoria. No EB-1A, é preciso provar habilidade extraordinária com reconhecimento sustentado e seguir trabalhando na área. No EB-2 NIW, é preciso ter grau avançado ou habilidade excepcional e mostrar que o projeto tem mérito e importância nacional, que você está bem posicionado para executá-lo e que vale dispensar a oferta de emprego. Em ambos, as provas são documentais.6364

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Green card por habilidade precisa de visto antes?

Não. O EB-1A e o EB-2 NIW podem ser pedidos por quem está no Brasil, sem visto americano prévio: aprovado o Form I-140 e com a data de prioridade corrente, o green card sai por processo consular. Quem já está nos EUA com status válido pode, em certos casos, pedir o ajuste de status lá. Estar nos EUA como turista com intenção de imigrar traz riscos e deve ser avaliado com advogado.606162

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O green card EB-1 ou EB-2 NIW inclui a família?

Sim. Aprovado o Form I-140, o cônjuge e os filhos solteiros menores de 21 anos podem pedir o green card como dependentes, na mesma categoria do titular, segundo a USCIS. Filhos perto do limite de idade durante o processo precisam de cálculo específico, feito caso a caso com o advogado de imigração licenciado nos EUA.6061

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Visto E-2

O visto temporário de investidor de país-tratado. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 se tiver também outra nacionalidade de país da lista, como a italiana, a portuguesa ou a espanhola.

O que é visto E-2?

O E-2 é o visto temporário dos EUA para o investidor de país-tratado que aplica capital substancial em uma empresa real e ativa e vai desenvolvê-la e dirigi-la, com pelo menos 50% de participação ou controle operacional. O Brasil não é país-tratado, e investimento passivo não qualifica. O brasileiro só pode pedir o E-2 se tiver também a nacionalidade de um país-tratado, como Portugal desde março de 2024.445665

Saiba mais: Visto E-2 

Visto E-2: como funciona?

O investidor de país-tratado aplica capital substancial, em risco e irrevogavelmente comprometido, numa empresa ativa nos EUA que ele vai desenvolver e dirigir, com ao menos 50% ou controle operacional. A estada inicial é de até dois anos, com extensões de até dois anos sem limite de número, enquanto os requisitos forem mantidos, e o cônjuge pode trabalhar. O E-2 não leva, por si só, ao green card, e o Brasil não é país-tratado.654443

Saiba mais: Visto E-2 

Brasileiro pode tirar o visto E-2?

Só com outra nacionalidade. O Brasil não consta da lista de países-tratado E-1/E-2 do Departamento de Estado, então o passaporte brasileiro, sozinho, não dá acesso ao E-2. O brasileiro que também é cidadão de país-tratado, como Itália, Portugal ou Espanha, pode pedir o visto usando essa outra nacionalidade, se cumprir os demais requisitos de investimento e direção do negócio.5644

Saiba mais: Visto E-2 

E-2 para brasileiro: como funciona?

Funciona pela outra nacionalidade, nunca pela brasileira. O brasileiro com cidadania italiana, portuguesa, espanhola ou de outro país-tratado pede o E-2 como nacional desse país, investe capital substancial numa empresa ativa nos EUA e a dirige, com pelo menos 50% ou controle operacional. Com dupla nacionalidade, a empresa só pode ter uma nacionalidade qualificadora, escolhida pelo dono.5644

Saiba mais: Visto E-2 

Quais países dão direito ao visto E-2?

Os países que têm tratado de comércio e navegação ou acordo equivalente com os EUA, listados pelo Departamento de Estado. A lista inclui, por exemplo, Itália e Espanha, há décadas, e Portugal, desde 15 de março de 2024; o Brasil não está nela. Quem tem dupla nacionalidade usa a do país-tratado. Confira a lista oficial antes de planejar, porque ela pode mudar.5643

Saiba mais: Visto E-2 

Visto E-2 para italianos: como funciona?

A Itália é país-tratado E-2, por isso o cidadão italiano, inclusive o brasileiro com cidadania italiana reconhecida, pode pedir o visto com o passaporte italiano. Ele precisa investir capital substancial e em risco numa empresa real nos EUA, deter pelo menos 50% ou controle operacional e ir para desenvolvê-la e dirigi-la. O pedido costuma ser feito no consulado americano, com plano de negócio e provas da origem dos recursos.5644

Saiba mais: Visto E-2 

Cidadania portuguesa dá direito ao visto E-2?

Dá acesso ao pedido, não ao visto garantido. Portugal entrou na lista de países-tratado E-1/E-2 em 15 de março de 2024, e o cidadão português, inclusive o brasileiro naturalizado português, pode pedir o E-2 com essa nacionalidade. A aprovação depende dos requisitos de sempre: capital substancial em risco, empresa ativa e não marginal e pelo menos 50% ou controle operacional do negócio.5644

Saiba mais: Visto E-2 

Quais são os requisitos do visto E-2?

O E-2 exige nacionalidade de país-tratado, investimento substancial já feito ou em andamento numa empresa real e ativa nos EUA, capital em risco de origem lícita e pelo menos 50% de participação ou controle operacional. A empresa não pode ser marginal, isto é, precisa ter capacidade de gerar mais do que o sustento mínimo da família. O investidor vai para desenvolver e dirigir o negócio, não para investir de forma passiva. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.4465

Saiba mais: Visto E-2 

Quanto precisa investir no visto E-2?

Não há valor mínimo fixo: o Departamento de Estado diz expressamente que nenhuma cifra em dólares define o investimento substancial. O valor é avaliado em proporção ao custo de comprar ou abrir o negócio, e quanto mais barato o negócio, maior deve ser a proporção investida. Ele também precisa demonstrar compromisso financeiro do investidor e ser suficiente para a empresa funcionar. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.5644

Saiba mais: Visto E-2 

Quanto custa o visto E-2?

O custo do E-2 tem três partes: o investimento no negócio, que não tem valor mínimo fixo; as taxas oficiais, como a do consulado ou da USCIS, conforme o caminho; e os honorários do advogado e do contador que preparam o pedido e o plano de negócio. As taxas mudam e devem ser conferidas nas tabelas oficiais. A Sofe não publica preços de serviço. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.5644

Saiba mais: Visto E-2 

Quanto tempo dura o visto E-2?

A estada inicial de quem entra com E-2 é de até dois anos, e as extensões são concedidas em períodos de até dois anos cada, sem limite de número, enquanto o negócio e os requisitos se mantiverem. A validade do visto no passaporte é outra coisa: segue a tabela de reciprocidade do país da nacionalidade. O investidor precisa manter a intenção de sair dos EUA quando o status acabar. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.4456

Saiba mais: Visto E-2 

O visto E-2 dá green card?

Não. O E-2 é um visto temporário e não leva, por si só, à residência permanente, mesmo renovado muitas vezes. A USCIS exige que o investidor mantenha a intenção de deixar os EUA quando o status terminar. Quem quer green card precisa de outra base, como o EB-5, aberto a brasileiros, ou uma categoria por mérito profissional. E o Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade.44

Saiba mais: Visto E-2 

Cônjuge de visto E-2 pode trabalhar?

Sim. O cônjuge de quem tem E-2 válido está autorizado a trabalhar por causa do próprio status, segundo a USCIS; desde 30 de janeiro de 2022, o formulário I-94 do cônjuge sai com o código E-2S, aceito como prova de autorização de trabalho. Os filhos solteiros que acompanham o titular podem estudar, mas a autorização automática de trabalho vale só para o cônjuge. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.44

Saiba mais: Visto E-2 

Cônjuge brasileiro de investidor E-2 pode ter visto?

Pode. A nacionalidade do cônjuge e dos filhos não precisa ser a mesma do investidor, segundo a USCIS. Assim, se o investidor tem cidadania de país-tratado, como a italiana ou a portuguesa, o cônjuge e os filhos só brasileiros podem receber o E-2 como dependentes, com o visto emitido no passaporte brasileiro. As regras de validade e taxa seguem a tabela do Departamento de Estado.4456

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Visto E-2: quanto tempo demora?

Depende da preparação do negócio e do consulado que analisa o pedido. Antes do protocolo, a empresa precisa estar constituída e o investimento feito ou em andamento, com plano de negócio e provas da origem dos recursos. O prazo varia por posto consular, e ninguém pode garantir data de aprovação. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.44

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Posso pedir o visto E-2 estando nos EUA?

Em parte. Quem já está nos EUA em status de não imigrante válido e é nacional de país-tratado pode pedir à USCIS a mudança para o status E-2 pelo Form I-129. Isso muda o status, mas não emite o visto no passaporte, que só sai no consulado no exterior. Quem está fora dos EUA pede direto ao Departamento de Estado. Estar como turista exige análise cuidadosa com advogado. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.44

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Comprar imóvel para alugar dá visto E-2?

Em regra, não. O E-2 exige investimento numa empresa real e ativa, que produz bens ou serviços, e que o investidor vá para desenvolvê-la e dirigi-la. Investimento passivo, como imóvel parado ou carteira de ações, não qualifica, e o negócio também não pode ser marginal. Uma operação imobiliária ativa, com estrutura e gestão, é avaliada caso a caso pelo consulado. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.4465

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Posso abrir uma franquia com o visto E-2?

Pode, se a franquia for um negócio real e ativo que o investidor vai desenvolver e dirigir. Franquia não tem regra especial no E-2: valem os mesmos requisitos de capital substancial em risco, participação de pelo menos 50% ou controle operacional e empresa não marginal. O custo total da franquia entra no teste de proporcionalidade do investimento, e o contrato deve ser analisado por advogado. O Brasil não é país-tratado: o brasileiro só pede o E-2 com outra nacionalidade da lista.4456

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Qual a diferença entre o visto E-2 e o EB-5?

O E-2 é um visto temporário, sem valor mínimo fixo, só para nacionais de países-tratado, e exige que o investidor dirija o próprio negócio. O EB-5 é green card, aberto a qualquer nacionalidade, inclusive a brasileira, com investimento mínimo de US$ 800 mil em área elegível ou US$ 1,05 milhão e criação de 10 empregos. No EB-5 por regional center, o investidor não precisa administrar o negócio.445633

Saiba mais: Visto E-2 

Qual é o visto de investidor nos EUA?

São dois caminhos principais: o E-2, visto temporário para nacionais de países-tratado que investem e dirigem o próprio negócio, e o EB-5, green card para investidores de qualquer país que aplicam o valor mínimo da lei em empresa que crie 10 empregos. Para quem só tem passaporte brasileiro, o caminho de investimento disponível é o EB-5, porque o Brasil não é país-tratado.5633

Saiba mais: EB-5 

EB-5 (green card por investimento)

Como funciona o green card por investimento nos EUA depois do EB-5 Reform and Integrity Act de 2022: valores, empregos, regional center, investimento direto em negócio próprio e riscos.

O que é EB-5?

O EB-5 é a categoria de green card dos EUA para investidores. Concede residência permanente a quem investe US$ 1.050.000, ou US$ 800.000 em área de emprego-alvo (TEA) ou projeto de infraestrutura, em empresa comercial nova que crie pelo menos 10 empregos em tempo integral. O green card é condicional por dois anos, e as condições são removidas pelo I-829. Os valores serão reajustados para petições a partir de 2027.3366

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EB-5: como funciona?

O investidor aplica US$ 1.050.000, ou US$ 800.000 em área de emprego-alvo ou projeto de infraestrutura, em empresa que crie ao menos 10 empregos em tempo integral, e protocola na USCIS o I-526, se investe diretamente, ou o I-526E, se investe via regional center. Aprovado, recebe green card condicional por dois anos e pede a remoção das condições pelo I-829. O investimento tem risco, inclusive de perda, e a decisão é da USCIS.3366

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Quanto investir nos EUA para conseguir green card?

Pelo EB-5, o mínimo é de US$ 800.000 em área de emprego-alvo (TEA) ou projeto de infraestrutura, ou US$ 1.050.000 nas demais situações, para petições protocoladas desde 15 de março de 2022, segundo a USCIS. Os valores serão reajustados pela inflação para petições a partir de 1º de janeiro de 2027. Somam-se taxas da USCIS, honorários e custos do projeto. O investimento tem risco, e a aprovação depende da USCIS.33

Saiba mais: EB-5 

Brasileiro pode fazer o EB-5?

Sim. O EB-5 não exige nacionalidade de país-tratado, ao contrário do E-2, e brasileiros podem pedir com o passaporte brasileiro. O investidor aplica o valor mínimo da lei, US$ 800 mil em área de emprego-alvo ou infraestrutura ou US$ 1,05 milhão nos demais casos, numa empresa nova que crie ao menos 10 empregos em tempo integral, e comprova a origem lícita do dinheiro.33

Saiba mais: EB-5 

EB-5 em restaurante: como funciona?

O restaurante pode ser a empresa do EB-5 no investimento direto, fora de regional center, desde que seja uma empresa comercial nova, ou reestruturada ou expandida nos termos da regra, e crie diretamente pelo menos 10 empregos em tempo integral, de no mínimo 35 horas semanais. O investidor, o cônjuge e os filhos não contam como empregados. O capital fica em risco, e a USCIS analisa o plano de negócio.33

Saiba mais: EB-5 

EB-5 em franquia: como funciona?

Uma franquia pode ser a empresa comercial nova do EB-5, em geral no investimento direto, em que o próprio negócio precisa empregar diretamente pelo menos 10 trabalhadores elegíveis em tempo integral. Os empregos devem ser permanentes, não sazonais nem temporários, e o investidor e sua família não contam. Rede famosa não reduz o risco migratório nem o financeiro: a USCIS olha o plano e os empregos reais.33

Saiba mais: EB-5 

O que é regional center no EB-5?

Regional center é a entidade designada pela USCIS para reunir investimentos EB-5 em projetos de desenvolvimento econômico. Nesse modelo, até 90% dos empregos exigidos podem ser indiretos, gerados fora da empresa investida, e o investidor não precisa administrar o negócio. O programa de regional center está autorizado até 30 de setembro de 2027, e o investidor pede o green card pelo Form I-526E.3367

Saiba mais: EB-5 

Qual a diferença entre EB-5 direto e regional center?

No EB-5 direto, a empresa investida precisa ser a empregadora dos 10 trabalhadores, e o investidor costuma participar da gestão; o pedido é feito pelo Form I-526. No regional center, até 90% dos empregos podem ser indiretos, o investidor entra num projeto administrado por terceiros e usa o Form I-526E. Nos dois, o capital fica em risco e precisa ter origem lícita.3367

Saiba mais: EB-5 

O que é TEA no EB-5?

TEA, ou área de emprego-alvo, é a área onde o investimento mínimo do EB-5 cai para US$ 800 mil. Ela pode ser uma área rural, fora de região metropolitana e de cidades com 20 mil habitantes ou mais, ou uma área de alto desemprego, com taxa de pelo menos 150% da média nacional. Fora de TEA ou de projeto de infraestrutura, o mínimo é US$ 1,05 milhão.33

Saiba mais: EB-5 

O EB-5 garante retorno do investimento?

Não. Pela regra da USCIS, capital aplicado com taxa de retorno assegurada por contrato não conta como investimento EB-5, assim como dinheiro emprestado à empresa em troca de nota, título ou outra dívida, ou com direito contratual de recompra. O capital precisa estar em risco, sujeito a ganho ou perda. Qualquer oferta que prometa devolução certa deve ser vista com cautela e revisada por advogado independente.33

Saiba mais: EB-5 

Quanto tempo dura o green card do EB-5?

O primeiro green card do EB-5 é condicional e vale por dois anos. Antes do fim desse prazo, o investidor pede à USCIS a remoção das condições pelo Form I-829, provando que manteve o investimento e que os empregos foram criados ou serão criados no prazo. Aprovado o I-829, ele passa a residente permanente sem condições, com green card renovável.3366

Saiba mais: EB-5 

Quantos empregos o EB-5 precisa gerar?

Pelo menos 10 empregos em tempo integral por investidor, de no mínimo 35 horas semanais. Contam trabalhadores elegíveis: cidadão americano, residente permanente ou outro imigrante autorizado a trabalhar. Não contam o investidor, o cônjuge e os filhos, nem pessoas em status de não imigrante, como H-1B. Vagas sazonais ou temporárias não valem; duas pessoas podem dividir uma vaga se a carga horária for cumprida.33

Saiba mais: EB-5 

Posso comprar uma empresa existente no EB-5?

Pode, com condições. A empresa do EB-5 precisa ser comercial nova: criada depois de 29 de novembro de 1990, ou mais antiga e comprada e reestruturada a ponto de virar uma empresa nova, ou expandida pelo investimento com aumento de pelo menos 40% no patrimônio líquido ou no número de empregados. Em qualquer caso, ela precisa gerar os 10 empregos exigidos.33

Saiba mais: EB-5 

O valor do EB-5 vai mudar?

Sim, por regra de lei. Os mínimos atuais de US$ 800 mil e US$ 1,05 milhão valem para petições protocoladas desde 15 de março de 2022 e serão reajustados pela inflação a cada cinco anos, pelo índice CPI-U. O primeiro reajuste vale para petições protocoladas a partir de 1º de janeiro de 2027, segundo a USCIS. Confira o valor na data do seu protocolo.33

Saiba mais: EB-5 

Quais são os riscos do EB-5?

O primeiro é o risco do capital: a regra do EB-5 exige que o dinheiro esteja em risco, e o investimento pode render menos que o esperado, atrasar a devolução ou ter perda parcial ou total se o projeto falhar. Há também o risco migratório: se os empregos não forem criados, a remoção das condições do green card pode ser negada. Por isso, analise o projeto com advogado e assessor financeiro independentes.3366

Saiba mais: EB-5 

O que conta como capital no EB-5?

Conta dinheiro e bens tangíveis de propriedade e controle do investidor, avaliados a valor de mercado em dólares, e em certos casos uma promessa de pagamento. Não contam bens obtidos por meio ilícito, dinheiro aplicado como empréstimo à empresa, capital com rentabilidade assegurada por contrato ou com direito contratual de devolução. O investidor precisa provar que é o dono legal do capital e a sua origem.33

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Espanha

Vias de residência na Espanha para brasileiros depois do fim da Golden Visa espanhola (nômade digital, não lucrativo, empreendedor), a nacionalidade espanhola e a comparação com Portugal.

Morar na Espanha precisa de visto?

Sim, para morar: o brasileiro que quer residir na Espanha precisa de uma autorização de residência, como a residência não lucrativa, o visto de teletrabalho internacional ou a residência para empreendedores da Ley 14/2013. A Golden Visa espanhola foi extinta em 3 de abril de 2025, pela Ley Orgánica 1/2025, e comprar imóvel não dá mais residência. O pedido é feito com advogado licenciado na Espanha.8686950

Saiba mais: Espanha 

Qual visto para morar na Espanha?

Depende da sua renda e do plano: quem vive de rendimentos costuma avaliar a residência não lucrativa, que exige meios mensais de 400% do IPREM para o titular e mais 100% do IPREM por familiar a cargo; quem trabalha remotamente para empresas fora da Espanha avalia o visto de teletrabalho internacional; e quem tem projeto empresarial, a residência para empreendedores da Ley 14/2013. A Golden Visa espanhola não existe mais desde abril de 2025.86869

Saiba mais: Espanha 

Morar na Espanha vale a pena?

Depende da renda, da família e do plano de longo prazo, e não há resposta única. Para brasileiros, a Espanha mantém vias de residência como a não lucrativa, o teletrabalho internacional e a de empreendedores, mas encerrou a Golden Visa em 2025. Compare com Portugal, que tem vistos D7 e D2 e nacionalidade com sete anos de residência legal para brasileiros, e avalie impostos e saída fiscal do Brasil antes de decidir.8686945

Saiba mais: Espanha 

Como ir morar na Espanha sendo brasileiro?

Escolha a via de residência pela sua fonte de renda, reúna o dossiê e faça o pedido com advogado licenciado na Espanha. Quem vive de rendimentos avalia a residência não lucrativa (meios de 400% do IPREM, mais 100% por familiar a cargo); quem trabalha remotamente, o teletrabalho internacional; quem empreende, a via da Ley 14/2013. O dossiê inclui meios econômicos, seguro e antecedentes. Se a mudança for definitiva, planeje também a saída fiscal do Brasil.86819

Saiba mais: Espanha 

Quanto tempo precisa morar na Espanha para ter cidadania?

Depende da nacionalidade de origem: pelo art. 22 do Código Civil espanhol, a regra geral é de dez anos de residência legal, reduzidos a dois anos para nacionais de origem de países ibero-americanos e a cinco para refugiados. Confirme com advogado licenciado na Espanha como a regra se aplica ao seu caso, a contagem e os demais requisitos. Para comparar, em Portugal o brasileiro precisa de sete anos de residência legal, pela Lei Orgânica n.º 1/2026.7045

Saiba mais: Espanha 

Vale a pena morar na Espanha ou em Portugal?

Depende da renda, do trabalho e do horizonte da família, e nenhum dos dois é melhor para todos. Portugal tem vistos D7 e D2 e nacionalidade com sete anos de residência legal para brasileiros, e a Golden Visa portuguesa segue pela rota de fundos. A Espanha encerrou a Golden Visa em 2025 e mantém vias como a residência não lucrativa, calculada sobre o IPREM. Nos dois países, comprar imóvel não dá mais residência.4531698

Saiba mais: Portugal x Espanha 

O que é o visto de nômade digital da Espanha?

É o visto de teletrabalho de caráter internacional da Ley 14/2013, criado em dezembro de 2022, que permite morar na Espanha trabalhando a distância para empresas de fora do país, só por meios digitais. Quem é empregado só pode trabalhar para empresas de fora da Espanha; quem é autônomo pode ter clientes espanhóis até 20% da sua atividade profissional.68

Saiba mais: Visto de nômade digital 

Quais são os requisitos do visto de nômade digital da Espanha?

A Ley 14/2013 exige ser profissional qualificado, com diploma universitário, formação profissional ou escola de negócios de prestígio, ou pelo menos três anos de experiência. A empresa contratante precisa ter atividade real há pelo menos um ano, e o vínculo com ela, ou com clientes de fora da Espanha, precisa ter ao menos três meses. Somam-se seguro saúde, ausência de antecedentes e meios econômicos suficientes.68

Saiba mais: Visto de nômade digital 

Como funciona o visto de nômade digital na Espanha?

Quem está fora da Espanha pede o visto no consulado espanhol; ele vale até um ano e já permite morar e trabalhar a distância. Nos 60 dias antes do vencimento, o titular pode pedir a autorização de residência, válida por até três anos e renovável por períodos de dois anos, enquanto mantiver as condições. Quem já está regularmente na Espanha pode pedir a autorização direto lá.68

Saiba mais: Visto de nômade digital 

Quanto tempo dura o visto de nômade digital na Espanha?

O visto de teletrabalho internacional vale por até um ano, ou pelo tempo do trabalho, se for menor. Depois, a autorização de residência para teletrabalho vale por até três anos e pode ser renovada por períodos de dois anos, desde que se mantenham as condições que deram direito a ela, segundo a Ley 14/2013. O tempo de residência legal pode contar para a nacionalidade espanhola.6870

Saiba mais: Visto de nômade digital 

O visto de nômade digital da Espanha permite levar a família?

Sim. A Ley 14/2013 permite que o cônjuge ou companheiro, os filhos menores e os filhos maiores dependentes que não formaram família própria, e os ascendentes a cargo, peçam a autorização junto com o titular ou depois. Cada familiar precisa cumprir os requisitos gerais, como seguro saúde e ausência de antecedentes, e o titular precisa comprovar meios econômicos para todos.68

Saiba mais: Visto de nômade digital 

Quanto precisa ganhar para o visto de nômade digital da Espanha?

A Ley 14/2013 exige recursos econômicos suficientes para o titular e a família durante a residência, mas não fixa o valor no próprio texto. O valor de referência é definido pela administração espanhola e muda com os indicadores oficiais, por isso deve ser conferido no consulado ou na Unidad de Grandes Empresas antes do pedido. Comprovantes de renda do contrato de trabalho remoto são essenciais.68

Saiba mais: Visto de nômade digital 

O que é o visto não lucrativo da Espanha?

É a residência temporária para quem quer morar na Espanha sem exercer atividade de trabalho ou profissional, vivendo de renda ou patrimônio próprios, regulada pelo Real Decreto 1155/2024. Exige meios mensais de 400% do IPREM para o titular e mais 100% por familiar a cargo, seguro saúde e ausência de antecedentes. É comum entre aposentados e quem vive de rendimentos.8

Saiba mais: Visto não lucrativo 

Quais são os requisitos do visto não lucrativo da Espanha?

Pelo Real Decreto 1155/2024, o pedido exige meios econômicos de 400% do IPREM por mês para o titular e 100% para cada familiar a cargo, pelo período da autorização, ou renda periódica equivalente; seguro de saúde; ausência de antecedentes penais; e pagamento da taxa. Não é preciso investir nem comprar imóvel. O pedido começa no consulado espanhol da sua área.8

Saiba mais: Visto não lucrativo 

Com o visto não lucrativo da Espanha posso trabalhar?

Não. A residência não lucrativa é concedida a quem vai morar na Espanha sem realizar atividades de trabalho ou profissionais, e a renovação exige continuar com meios suficientes sem desenvolver nenhuma atividade laboral. Quem quer trabalhar a distância para empresas de fora avalia o visto de teletrabalho internacional; quem quer empreender, a via de empreendedores da Ley 14/2013.868

Saiba mais: Visto não lucrativo 

Como funciona o visto não lucrativo da Espanha?

O pedido é feito no consulado espanhol competente, e o pedido de visto já inclui o de autorização de residência. A oficina de extranjería analisa antecedentes e requisitos e, aprovado o visto, o titular entra na Espanha e, em até um mês, pede pessoalmente o cartão de identidade de estrangeiro (TIE). A renovação exige ter morado de fato na Espanha mais de 183 dias por ano.8

Saiba mais: Visto não lucrativo 

Como comprovar renda no visto não lucrativo da Espanha?

Por qualquer meio de prova admitido em direito, como extratos, títulos de propriedade ou renda periódica. Para contas e investimentos no exterior, o Real Decreto 1155/2024 pede a identificação completa do banco e das contas, a data de abertura e os saldos em 31 de dezembro do ano anterior e o saldo médio do último ano. Documentos estrangeiros costumam exigir tradução e apostila.8

Saiba mais: Visto não lucrativo 

Como renovar o visto não lucrativo da Espanha?

O pedido de renovação vai à oficina de extranjería nos dois meses antes do vencimento da autorização, o que prorroga a validade até a decisão. É preciso manter meios econômicos e seguro saúde, ter os filhos em idade escolar matriculados e ter morado de fato na Espanha mais de 183 dias no ano, segundo o Real Decreto 1155/2024. Também há taxa a pagar.8

Saiba mais: Visto não lucrativo 

O visto não lucrativo da Espanha vale a pena?

Depende do seu perfil. Ele tende a fazer sentido para quem vive de aposentadoria, aluguel ou investimentos e não precisa trabalhar na Espanha, porque proíbe atividade laboral e exige meios de 400% do IPREM mensais. Para quem trabalha a distância, o visto de teletrabalho costuma ser mais adequado. Antes, avalie impostos dos dois lados e a saída fiscal do Brasil, que vira tema ao morar fora.819

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Golden Visa Espanha: como funciona?

A Golden Visa espanhola, residência por investimento, inclusive imobiliário, acabou: foi extinta pela Ley Orgánica 1/2025, com efeito a partir de 3 de abril de 2025. Comprar imóvel na Espanha não dá mais direito a residência. Hoje, quem quer morar no país avalia vias como a residência não lucrativa, o teletrabalho internacional ou a residência para empreendedores da Ley 14/2013.6950868

Saiba mais: Outros vistos da Espanha 

Como morar na Espanha legalmente?

Com uma autorização de residência compatível com a sua fonte de renda. Quem vive de renda própria avalia a residência não lucrativa; quem trabalha a distância para empresas de fora, o visto de teletrabalho internacional; quem empreende, a via de empreendedores da Ley 14/2013. O turista brasileiro pode ficar como visitante, mas não pode fixar residência sem autorização. O pedido é feito com advogado licenciado na Espanha.868

Saiba mais: Espanha 

Como morar na Espanha sendo aposentado?

O caminho mais comum é a residência não lucrativa, feita para quem vive de renda própria sem trabalhar na Espanha. A aposentadoria pode servir como renda periódica para comprovar meios de 400% do IPREM por mês, mais 100% por familiar a cargo, segundo o Real Decreto 1155/2024. Exige também seguro saúde. Antes de ir, planeje a tributação da aposentadoria e a saída fiscal do Brasil.819

Saiba mais: Visto não lucrativo 

Como conseguir cidadania espanhola sendo brasileiro?

O caminho mais comum é a nacionalidade por residência: brasileiros nativos, como nacionais de país ibero-americano, precisam de dois anos de residência legal, contínua e imediatamente anterior ao pedido, segundo o art. 22 do Código Civil espanhol. É preciso ainda provar boa conduta cívica e integração na sociedade espanhola. Há prazos menores para casos específicos, como casamento com espanhol.70

Saiba mais: Espanha 

Quais são os requisitos da cidadania espanhola?

Na nacionalidade por residência, o art. 22 do Código Civil espanhol exige residência legal, contínua e imediatamente anterior ao pedido, pelo prazo aplicável ao seu caso, além de boa conduta cívica e integração suficiente na sociedade espanhola. Depois da concessão, o requerente jura fidelidade ao Rei e à Constituição e inscreve a aquisição no Registro Civil, segundo o art. 23.70

Saiba mais: Espanha 

Posso ter dupla cidadania espanhola e brasileira?

Sim, pela lei espanhola o brasileiro não precisa renunciar. O art. 23 do Código Civil exige que quem adquire a nacionalidade espanhola renuncie à anterior, mas dispensa dessa renúncia os nacionais dos países listados no art. 24, que incluem os ibero-americanos e Portugal. Do lado brasileiro, a Constituição prevê que o brasileiro nato só perde a nacionalidade se pedir expressamente.7018

Saiba mais: Espanha 

Quem é casado com espanhol tem direito à cidadania espanhola?

Tem um caminho mais curto, não automático. O art. 22 do Código Civil espanhol reduz a um ano o prazo de residência legal na Espanha para quem, na data do pedido, está casado há um ano com espanhol ou espanhola, sem separação legal ou de fato. Valem também os requisitos de boa conduta e integração, e o pedido é analisado pelo Ministério da Justiça.70

Saiba mais: Espanha 

Como conseguir cidadania espanhola por descendência?

Depende do grau de parentesco e da documentação. Pelo art. 22 do Código Civil espanhol, quem nasceu fora da Espanha de pai, mãe, avô ou avó originariamente espanhóis pode pedir a nacionalidade por residência com apenas um ano de residência legal na Espanha. Sobrenome espanhol, sozinho, não dá direito. Outras vias de opção têm regras e prazos próprios e devem ser checadas com advogado.70

Saiba mais: Espanha 

Cidadania espanhola: quanto tempo demora?

Depende de dois prazos. Primeiro, o tempo de residência legal exigido pelo art. 22 do Código Civil espanhol: dois anos para brasileiros nativos, um ano em casos como casamento com espanhol, dez anos na regra geral. Depois, o tempo de análise do pedido pelo Ministério da Justiça, que varia e não é garantido. A concessão caduca se o requerente não fizer o juramento em 180 dias.70

Saiba mais: Espanha 

Quem tem cidadania espanhola precisa de visto para os EUA?

Depende do motivo da viagem. Para turismo ou negócios curtos, a Espanha participa do Visa Waiver Program, e em regra basta a autorização ESTA. Para morar, trabalhar ou investir, é preciso visto; como a Espanha é país-tratado E-1/E-2, o cidadão espanhol, inclusive o brasileiro com nacionalidade espanhola, pode pedir o E-2 se investir e dirigir um negócio nos EUA.575644

Saiba mais: Visto E-2 

Quem tem cidadania espanhola pode morar em Portugal?

Sim. Como cidadão da União Europeia, o espanhol tem direito de livre circulação e pode morar, trabalhar e estudar em Portugal e nos demais países da UE sem visto, cumprindo apenas o registro de residência exigido no país de destino. O mesmo vale para o brasileiro que adquiriu a nacionalidade espanhola. Impostos e residência fiscal seguem as regras do país onde ele passa a viver.71

Saiba mais: Espanha 

Comprar imóvel na Espanha dá cidadania?

Não, nem cidadania nem residência. A residência por investimento imobiliário da Golden Visa espanhola foi extinta pela Ley Orgánica 1/2025, com efeito a partir de 3 de abril de 2025. O brasileiro pode comprar imóvel na Espanha, mas a compra não dá direito a morar no país; para residir, é preciso uma autorização própria, como a não lucrativa, o teletrabalho internacional ou a via de empreendedores.6950

Saiba mais: Outros vistos da Espanha 

Como morar na Espanha para trabalhar?

Depende de para quem você vai trabalhar. Quem trabalha a distância para empresa de fora da Espanha pode usar o visto de teletrabalho internacional; quem vai empreender, a residência para empreendedores; e profissionais altamente qualificados contratados por empresa espanhola, a via própria da Ley 14/2013. O visto não lucrativo não permite trabalhar. O enquadramento é feito com advogado licenciado na Espanha.688

Saiba mais: Outros vistos da Espanha 

Contabilidade e IR internacional

Declarações e obrigações contábeis da família e da empresa no Brasil, nos EUA e em Portugal, feitas por profissional habilitado em cada país.

Imposto de renda nos EUA: como funciona?

Nos EUA, o imposto de renda federal é administrado pelo IRS, e o brasileiro não residente é tributado pela renda de fonte americana. Quem exerce atividade comercial nos EUA pode precisar declarar no Form 1040-NR; renda passiva, como dividendos, sofre em regra retenção de 30% na fonte, e o Brasil não tem tratado de imposto de renda com os EUA. Quem precisa de número fiscal e não pode ter SSN pede o ITIN pelo Form W-7.72141673

Saiba mais: Contabilidade internacional 

Precisa declarar imposto de renda nos EUA?

Depende da renda e do status. O brasileiro não residente que exerce atividade comercial nos EUA pode precisar entregar o Form 1040-NR; renda passiva de fonte americana, como dividendos, em regra sofre retenção de 30% na fonte. A LLC de um só dono estrangeiro, em regra, entrega o Form 5472 todo ano, mesmo sem lucro, com multa de US$ 25 mil se faltar. Residentes para fins fiscais seguem outras regras; confirme com preparador habilitado.721439

Saiba mais: Contabilidade internacional 

Quem deve declarar imposto de renda nos EUA?

Devem declarar, entre outros, os residentes para fins fiscais nos EUA e os não residentes com obrigação sobre renda americana, como quem exerceu atividade comercial no país, que usa o Form 1040-NR. A LLC de um só dono estrangeiro, em regra, entrega o Form 5472 anualmente, com multa de US$ 25 mil se faltar. A declaração federal mediante remuneração só pode ser preparada por profissional com PTIN, e a representação plena perante o IRS cabe a EA, CPA ou attorney.723974

Saiba mais: Contabilidade internacional 

O que é IRS em Portugal?

Em Portugal, IRS é o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, o imposto de renda da pessoa física português, administrado pela Autoridade Tributária e Aduaneira e declarado no Portal das Finanças. Não confundir com o IRS americano, que é o órgão federal de receita dos EUA. Quem se torna residente fiscal em Portugal pode avaliar regimes como o IFICI, com taxa especial de 20% sobre rendimentos qualificados. Brasil e Portugal têm convenção contra a dupla tributação.4615

Saiba mais: Contabilidade internacional 

Quando sou considerado residente fiscal em Portugal?

Em geral, quando você passa a viver em Portugal: as regras do IRS português olham a permanência no país durante o ano e a existência de habitação que indique intenção de residência habitual, e o critério exato e a data de início devem ser confirmados com contabilista certificado. Se você também for residente fiscal no Brasil, a convenção Brasil–Portugal (Decreto 4.012/2001) define qual residência prevalece para o tratado. Ao mudar de vez, faça a saída fiscal do Brasil.1519

Saiba mais: Contabilidade internacional 

Posso ser residente fiscal no Brasil e em Portugal?

Pode acontecer pela lei interna de cada país, mas a convenção Brasil–Portugal para evitar a dupla tributação (Decreto 4.012/2001) traz critérios para definir em qual dos dois a pessoa é considerada residente para aplicar o tratado. Na prática, quem se muda de vez para Portugal faz a saída fiscal do Brasil e passa a ter retenção na fonte sobre a renda brasileira. Os dois lados devem ser analisados com contador habilitado em cada país.1519

Saiba mais: Estruturação fiscal 

O que é contabilidade internacional?

Contabilidade internacional, para a família brasileira, é manter em dia as obrigações de cada país onde há renda, bens ou empresa: IRPF e, se for o caso, CBE no Brasil; nos EUA, o Form 5472 da LLC de um só dono estrangeiro, com multa de US$ 25 mil se faltar, e o 1040-NR de quem exerce atividade lá; em Portugal, o IRS. Cada declaração é preparada por profissional habilitado no respectivo país, com um calendário único.9103972

Saiba mais: Contabilidade internacional 

Como contabilizar conta bancária no exterior?

A empresa brasileira registra a conta no exterior no balanço em reais, convertendo o saldo pela taxa de câmbio prevista nas normas contábeis e reconhecendo a variação cambial no resultado, com extratos e contratos de câmbio como suporte. A contabilização é feita por contador com CRC e precisa bater com as declarações fiscais. Se os ativos no exterior somarem US$ 1 milhão ou mais em 31 de dezembro, há também a declaração CBE ao Banco Central.10

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